Bolsonaro afirma que segurança levou arma para reparar dispositivo
Bolsonaro presta depoimento sobre arma apreendida em blitz de trânsito
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi ouvido pela Polícia Civil do Distrito Federal a respeito de uma arma registrada em seu nome, que foi apreendida durante uma blitz em Brasília.
O advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, informou que o ex-presidente reafirmou a versão que já havia apresentado ao Supremo Tribunal Federal: ele teria entregado a arma a um militar responsável por sua segurança para reparos.
A abordagem ocorreu na semana anterior, quando o militar Estácio Leite da Silva Filho, parte da equipe de segurança de Bolsonaro, foi parado em uma blitz a cerca de 33 quilômetros da residência do ex-presidente. A pistola Glock calibre 9 mm, que estava com o segurança, estava registrada em nome de Bolsonaro.
A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias em que a arma estava com o segurança e solicitou autorização ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, para ouvir Bolsonaro. O magistrado acatou o pedido, mas determinou que o depoimento fosse realizado presencialmente, uma vez que o ex-presidente está proibido de usar dispositivos eletrônicos.
Na manifestação enviada ao Supremo, a defesa argumentou que Bolsonaro notou um defeito no percussor da arma e pediu ao segurança que providenciasse o conserto.
Nas redes sociais, o advogado Paulo Cunha Bueno reiterou que a arma estava devidamente registrada e que não havia nenhuma determinação judicial para sua entrega às autoridades. Ele destacou que o ex-presidente apenas solicitou um reparo técnico.
O advogado enfatizou que em nenhum momento houve intenção de desrespeitar qualquer ordem legal, expressando expectativa pelo arquivamento do inquérito.
Esse episódio pode impactar a decisão de Alexandre de Moraes sobre a continuidade da prisão domiciliar de Bolsonaro. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) solicitou ao ministro que o ex-presidente retorne ao sistema prisional.
Bolsonaro está sob prisão domiciliar desde março, após receber autorização judicial para cumprir a pena em casa devido a questões médicas. Esse benefício foi concedido após um quadro de pneumonia e outras complicações de saúde.
O prazo de 90 dias para essa medida termina nesta quinta-feira (25). Recentemente, um boletim médico indicou melhora no estado de saúde do ex-presidente, com progresso no tratamento do ombro operado e redução das crises de soluço.
Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados à tentativa de desestabilização do governo.
Em um evento recente do agronegócio em São Paulo, Flávio Bolsonaro anunciou que lutará contra novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, além de criticar o governo Lula ao lado do governador Tarcísio de Freitas.
