Rio Grande do Sul apresenta redução na desocupação e crescimento da renda dos trabalhadores no primeiro trimestre em comparação ao mesmo período de 2025
Dados revelam aumento no rendimento médio e redução da desocupação no Rio Grande do Sul.
O rendimento médio mensal real habitual dos trabalhadores no Rio Grande do Sul atingiu R$ 4.127, refletindo uma melhora nas condições de trabalho no Estado.
No primeiro trimestre deste ano, a taxa de desocupação se manteve em 4%, um número estável em relação ao trimestre anterior, mas que representa uma redução de 1,3 ponto percentual em comparação ao mesmo período de 2025. Essa queda significa que aproximadamente 77 mil pessoas deixaram a situação de desocupação.
Esse panorama é parte do Boletim de Trabalho do Rio Grande do Sul, que é elaborado pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE) da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão. O boletim utiliza dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Em relação às demais unidades da Federação, o Rio Grande do Sul ocupa a sétima posição com a menor taxa de desocupação do Brasil. O nível de ocupação no Estado é de 62,9%, contemplando 5,895 milhões de pessoas, enquanto a taxa de participação na força de trabalho atingiu 65,6%, um dos índices mais altos do país.
Renda e ocupação
A taxa de informalidade no Estado se mantém em 30,2%, sem variações significativas, consolidando o Rio Grande do Sul como a quinta unidade com menor taxa de informalidade do Brasil. Estima-se que 1,783 milhão de trabalhadores atuem na informalidade.
A taxa combinada de desocupação e subocupação por insuficiência de horas trabalhadas é de 6,5%, um número que se manteve estável em relação ao quarto trimestre de 2025 e apresentou uma queda de 1,8 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre do ano passado. No contexto nacional, esse índice coloca o Estado na sétima posição entre as unidades da Federação.
A massa de rendimento mensal real habitual aumentou para R$ 23,9 bilhões, uma elevação de 6,1% em relação ao ano anterior.
Emprego formal
No que diz respeito ao mercado de trabalho formal, o Rio Grande do Sul registrou um saldo positivo de 16,7 mil vínculos com carteira assinada entre abril de 2025 e abril de 2026, o que representa um crescimento de 0,6% nas contratações formais. Esse crescimento, no entanto, é inferior à média nacional de 2,3% para o mesmo período, posicionando o Estado na última colocação entre as unidades da Federação.
O setor de serviços foi o principal responsável pela criação de novos empregos, com um aumento de 22,6 mil vínculos, refletindo um crescimento de 1,9%. A agropecuária também contribuiu com a geração de 2 mil postos. Os setores de comércio e construção permaneceram estáveis, enquanto a indústria, por outro lado, registrou uma perda de 7,6 mil vínculos formais, uma diminuição de 1%.
As atividades econômicas que mais contribuíram para o saldo positivo foram a indústria de alimentos, com a adição de 5,1 mil postos, os serviços de escritório e apoio administrativo, que geraram 4,4 mil vínculos, e as atividades de atenção à saúde humana, com mais 3,5 mil postos. As maiores perdas foram observadas na indústria coureiro-calçadista, que perdeu 5,9 mil vínculos, seguida por obras de infraestrutura, com menos 2,2 mil, na fabricação de veículos automotores, com uma redução de 2,1 mil, e na fabricação de máquinas e equipamentos, que teve uma perda de 1,7 mil vínculos.
O perfil dos novos vínculos formais revela que a maioria das contratações foi ocupada por mulheres, que representaram 96,2% do saldo, com 16 mil novas vagas. Além disso, trabalhadores com até 24 anos tiveram um saldo positivo de 61,5 mil vínculos, superando o total de novos empregos devido à retração nas faixas etárias mais altas.
Em termos de escolaridade, as contratações concentraram-se nos trabalhadores com Ensino Médio completo, que geraram 16,4 mil novas vagas, enquanto houve uma redução nas contratações de trabalhadores com Ensino Fundamental incompleto,
