Dólar comercial sobe 0,29% e encerra cotação a R$ 5,202; Ibovespa registra queda de 0,36%
Dólar atinge maior valor desde março e Ibovespa fecha em queda
O dólar comercial teve uma alta de 0,29% na quarta-feira, encerrando o pregão cotado a R$ 5,202. Este valor representa o maior patamar da moeda norte-americana desde o dia 30 de março, com uma mínima de R$ 5,188 e uma máxima de R$ 5,222 ao longo da sessão.
O principal índice da B3, o Ibovespa, registrou uma queda de 0,36%, fechando aos 170.635,73 pontos. Durante o pregão, o índice oscilou entre 169.668,34 pontos e 171.342,05 pontos, tendo iniciado o dia em 171.256,00 pontos. Na semana, o Ibovespa acumula uma alta de 1,37%, subindo de 168.333,95 pontos no início da semana.
O dólar, por sua vez, também apresenta uma alta acumulada de 1,19% desde o início da semana, quando estava cotado a R$ 5,141. O fechamento de hoje marca um aumento significativo na comparação com os valores anteriores.
A reação dos investidores está ligada à expectativa de que os juros nos Estados Unidos permaneçam elevados por um período mais longo. O Federal Reserve indicou em comunicado recente que a inflação ainda requer atenção, o que pode adiar o início do ciclo de cortes nas taxas de juros.
Além disso, há especulações sobre um possível aumento das taxas de juros norte-americanas, já que a inflação permanece persistente em alguns setores de serviços e o mercado de trabalho continua aquecido. Esse cenário é capaz de fortalecer o dólar em nível global e aumentar a aversão ao risco, impactando negativamente as moedas emergentes e o desempenho de bolsas como o Ibovespa.
O mercado também acompanhou a recente queda acentuada das ações de tecnologia, que afetou o sentimento dos investidores durante a sessão. Essa movimentação é resultado de uma aversão ao risco crescente, com os investidores realizando lucros em papéis que haviam se valorizado significativamente.
