Copa mais ampla da história é liderada por nações democráticas

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A Copa do Mundo de 2026 contará com 48 seleções, refletindo a predominância de democracias entre os participantes.

A Copa do Mundo de 2026 se destaca por ser a edição com o maior número de países participantes, totalizando 48 seleções de diversas partes do mundo. Essa ampliação representa um aumento significativo em relação à edição anterior, que contou com 32 seleções. No entanto, a distribuição política das nações participantes revela um cenário interessante, onde as democracias prevalecem em campo, apesar de a maioria das nações no cenário internacional ser composta por regimes autoritários.

Um levantamento indica que aproximadamente 60% dos países que estarão na Copa do Mundo adotam regimes democráticos. Dentre eles, 16 são considerados democracias plenas, enquanto 13 são democracias incompletas ou falhas. Por outro lado, cerca de 35% dos participantes estão fora do espectro democrático, com 10 países sob regimes autoritários e 7 sob regimes híbridos, que têm características de democracias, mas não garantem uma participação política ampla da população.

Além disso, dois dos participantes, Escócia e Curaçao, são territórios autônomos que dependem do contexto político de suas metrópoles, Reino Unido e Países Baixos, respectivamente. Esses dados são baseados em um índice que avalia o funcionamento das instituições e o acesso a direitos democráticos em todo o mundo.

Predominância no Novo Mundo

No continente americano, a proporção de democracias é a mais alta entre os países classificados para a Copa. Das 12 seleções do Novo Mundo, duas são democracias plenas: Uruguai e Canadá. Além disso, sete são consideradas democracias falhas ou incompletas, incluindo Brasil e Estados Unidos, enquanto apenas duas se enquadram como regimes híbridos: México e Equador.

Em outras regiões, como África, Ásia e Europa, as democracias também são predominantes. Ao todo, são 14 democracias plenas, 6 democracias incompletas, 10 países autoritários e 5 em regime híbrido. As seleções provenientes de países autoritários estão concentradas, em sua maioria, no Oriente Médio, incluindo Egito, Jordânia, Irã, Arábia Saudita, Qatar e Iraque. Outras nações nessa categoria incluem Uzbequistão, Argélia e República Democrática do Congo.

Os regimes híbridos na Europa incluem Bósnia e Herzegovina, Turquia, Marrocos, Tunísia e Costa do Marfim.

Índice de Democracia

O relatório global sobre democracia, publicado anualmente, avalia os países com notas que variam de 1 a 10, com base em 60 indicadores organizados em cinco grupos: processo eleitoral, funcionamento das instituições, participação política, cultura política e respeito aos direitos civis. Esses critérios são analisados por especialistas e pesquisas de opinião pública, refletindo a realidade política de cada nação.

Alguns critérios têm maior peso devido ao seu impacto sobre a soberania popular, como a segurança dos eleitores e a liberdade de participação no processo eleitoral. Para ser classificado como uma democracia plena, um país deve obter uma nota igual ou superior a 8. Já as democracias incompletas são aquelas que alcançam notas a partir de 6, enquanto os regimes híbridos são aqueles com notas a partir de 4, caracterizados por fraudes eleitorais e corrupção.

As notas atribuídas a cada país participante da Copa refletem a complexidade e a diversidade dos sistemas políticos ao redor do mundo, evidenciando a importância do contexto democrático no esporte.

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