Buscas por crianças em Bacabal, Maranhão, completam 30 dias sem resultados positivos

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Após 30 dias do desaparecimento, irmãos ainda não foram encontrados e investigações seguem sem suspeitos.

Após um mês desde que Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desapareceram, as autoridades ainda não identificaram suspeitos relacionados ao caso. As investigações continuam, mas até o momento não há evidências que indiquem a ocorrência de um crime.

Os irmãos foram vistos pela última vez em 4 de janeiro, no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, Maranhão. Eles estavam brincando em uma área de mata com o primo Anderson Kauan, de 8 anos. Kauan foi encontrado por carroceiros em uma estrada no povoado Santa Rosa, próximo ao local onde os três crianças estavam.

Após 14 dias internado para tratamento, Kauan recebeu alta e, ao sair do hospital, guiou os policiais até uma cabana abandonada nas margens do Rio Mearim. Ele relatou que deixou os primos no local enquanto ia em busca de ajuda.

Buscas

As buscas estão concentradas na mata e na outra margem do Rio Mearim, onde cães farejadores detectaram o cheiro das crianças. Até agora, não surgiram novos indícios sobre o paradeiro delas.

A Polícia Civil do Maranhão intensificou as investigações sobre o desaparecimento dos irmãos na última semana.

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, afirmou que as buscas continuam em áreas de mata, rios e lagos, juntamente com uma investigação rigorosa. Ele ressaltou que os detalhes da investigação não são divulgados para não comprometer o trabalho policial, mas que quaisquer informações relevantes serão comunicadas quando possível.

No início da semana, Martins também se posicionou sobre uma denúncia de que os irmãos teriam sido vistos em São Paulo, classificando-a como falsa e criticando a disseminação de fake news sobre o caso.

Ele esclareceu que uma equipe investigativa foi enviada para verificar essa denúncia, mas a informação não se confirmou. Até o momento, todas as pessoas ouvidas foram tratadas como testemunhas, e qualquer outra informação em contrário é considerada falsa.

A área de busca, que abrange cerca de 54 km², é caracterizada por vegetação densa, terreno irregular e difícil acesso, com açudes e lagos ao longo do Rio Mearim.

Militares da Marinha estão utilizando equipamentos de sonar para realizar uma varredura em um trecho de 3 km do Rio Mearim, em busca de vestígios das crianças. Esse equipamento é capaz de mapear áreas submersas, produzindo imagens do fundo do rio, mesmo em condições de baixa visibilidade.

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