Economia dos EUA registra crescimento de 2,1% no primeiro trimestre de 2026

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Crescimento econômico dos EUA apresenta aceleração no início de 2026.

Investimentos, exportações e gastos públicos foram os principais motores da atividade econômica nos Estados Unidos, resultando em uma revisão positiva do crescimento do PIB.

Dados recentes indicam que o PIB real dos Estados Unidos aumentou a uma taxa anual de 2,1% no primeiro trimestre de 2026. Esse resultado representa uma aceleração em relação ao crescimento de 0,5% registrado no quarto trimestre de 2025.

A revisão para cima de 0,5 ponto percentual em relação à estimativa anterior é atribuída, em grande parte, à diminuição das importações, que impactam negativamente o cálculo do PIB. Essa redução ajudou a compensar uma leve revisão negativa nos gastos dos consumidores.

Os principais fatores que sustentaram a expansão econômica entre janeiro e março foram:

  • Investimentos e exportações, que contribuíram positivamente para o saldo final;
  • Gastos governamentais, que apresentaram um aumento significativo, com crescimento de 7,5% no valor agregado real do setor público;
  • Crescimento no setor de serviços e indústria, liderado pelas indústrias de informação, serviços profissionais, científicos e técnicos, além da fabricação de bens duráveis.

Entretanto, o comércio varejista e atacadista, assim como o setor de finanças e seguros, enfrentaram retrações, limitando um crescimento ainda mais robusto.

No aspecto social, a renda pessoal dos americanos aumentou 3,4%, totalizando um acréscimo de US$ 222,6 bilhões. A Dakota do Norte se destacou com um crescimento de 22,4% na renda no trimestre.

Por outro lado, o Havaí experimentou uma queda acentuada de 23,9%, resultado de um ajuste técnico após o pagamento de indenizações às famílias afetadas pelos incêndios florestais em Maui em 2023.

O crescimento econômico não foi homogêneo em todo o país. O PIB real aumentou em 46 estados e no Distrito de Columbia. O Estado de Washington liderou com uma expansão de 4,5%, impulsionada pelo setor tecnológico, enquanto a Dakota do Sul enfrentou uma retração de 1,6%, principalmente devido à agropecuária e silvicultura.

A pressão inflacionária continua sendo uma preocupação, com o índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE) subindo 4,6% no trimestre. Apesar disso, os lucros corporativos mostraram resiliência, com um aumento de US$ 74,4 bilhões na produção corrente.

Esses dados reforçam a trajetória de recuperação da economia norte-americana, que parece ter superado a desaceleração observada no final de 2025.

A próxima atualização oficial sobre o desempenho econômico, referente à estimativa antecipada do segundo trimestre, está prevista para 30 de julho.

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