Lula assina contratos para reiniciar obras em fábrica de fertilizantes

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Presidente Lula assina contratos para retomar planta de fertilizantes em Mato Grosso do Sul.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quinta-feira, os contratos para a conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, localizada em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. Este projeto faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e está previsto para receber investimentos superiores a R$ 5 bilhões.

A planta estava paralisada desde 2015, mas a Petrobras confirmou sua retomada após uma nova avaliação técnica e econômica que comprovou a viabilidade do projeto. Essa reavaliação é um passo importante para o fortalecimento da produção nacional de fertilizantes.

Durante a cerimônia, Lula expressou otimismo: “Agora vai. Era pra ter começado bem antes.” Ele destacou a importância da independência do Brasil em relação à importação de fertilizantes, afirmando que a construção da soberania do país está em andamento.

O Palácio do Planalto considera o empreendimento estratégico para aumentar a produção interna de fertilizantes, fortalecer a segurança alimentar e diminuir a dependência externa do Brasil. A planta, quando entrar em operação comercial em 2029, terá capacidade para produzir 3,6 mil toneladas diárias de ureia granulada e 2,2 mil toneladas diárias de amônia, totalizando cerca de 1,3 milhão de toneladas de ureia por ano, o que representa aproximadamente 16% da demanda nacional pelo insumo.

A localização da unidade é vista como estratégica, já que o Centro-Oeste brasileiro é responsável por cerca de 40% da demanda nacional de ureia, impulsionada principalmente pelas culturas de milho, cana-de-açúcar, algodão e pastagens. A proximidade com esses polos agrícolas deve aumentar a confiabilidade do abastecimento e reduzir os custos logísticos para os produtores rurais, especialmente nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo.

Atualmente, a carteira de fertilizantes da Petrobras no Novo PAC inclui quatro unidades: Fafen-BA, Fafen-SE, ANSA e UFN-III. Com a operação dessas plantas, a estatal projeta atender cerca de 35% do mercado nacional de ureia até 2029. Antes da retomada das fábricas, 100% da ureia consumida no país era importada.

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