China intensifica desenvolvimento de robôs humanoides em meio a reavaliação do mercado para o setor
China acelera adoção de robôs humanoides, elevando previsões de mercado.
A China está vivenciando um crescimento acelerado na adoção de robôs humanoides, superando as expectativas do setor. Esse avanço está sendo impulsionado por fabricantes locais, apoio governamental e a crescente utilização desses robôs em ambientes industriais e comerciais.
O Morgan Stanley revisou suas projeções de embarques de robôs humanoides para cerca de 50 mil unidades até 2026, quase dobrando a previsão anterior de 28 mil. Essa revisão reflete um otimismo crescente em relação ao mercado, que pode alcançar 2 bilhões de dólares em 2023 e expandir para 15 bilhões até 2030.
A combinação de aplicação prática em fábricas e serviços, políticas públicas favoráveis e a competitividade tecnológica global estão moldando esse cenário promissor. As remessas anuais de robôs humanoides podem atingir 446 mil unidades, considerando apenas vendas externas.
O avanço do setor é atribuído ao fato de que a tecnologia está sendo implementada em cenários reais, como linhas de produção e lojas automatizadas. Políticas públicas chinesas têm incentivado o desenvolvimento da inteligência artificial integrada a sistemas físicos, oferecendo subsídios e apoio financeiro para empresas do setor.
O mercado de robôs humanoides está se consolidando, com a China se posicionando como um líder global. No ano passado, as exportações de robôs humanoides totalizaram cerca de 13 mil unidades, com empresas chinesas dominando a liderança nesse segmento.
Uma empresa de robótica listada em Hong Kong, por exemplo, expandiu suas operações para mais de 65 países desde 2021, com 18% de sua receita proveniente do exterior. Essa diversificação geográfica é uma estratégia para mitigar riscos associados a tensões comerciais globais.
Além disso, fabricantes de componentes robóticos estão se preparando para aproveitar o crescimento do setor, prevendo uma forte participação no fornecimento global. Apesar da entrada lenta de concorrentes internacionais, há expectativas de que algumas empresas globais comecem a vender em larga escala nos próximos anos.
