Rei Charles III decide deixar o Palácio de Buckingham para sempre, mesmo após reforma
Rei Charles III opta por não residir no Palácio de Buckingham após reformas significativas.
O Rei Charles III anunciou que não residirá mais no Palácio de Buckingham após a conclusão de um extenso programa de reforma que custou 369 milhões de libras. Essa decisão visa aumentar o acesso do público a um dos edifícios mais emblemáticos da monarquia britânica.
A realeza confirmou que, embora o palácio continue sendo o “centro cerimonial e operacional” da monarquia, o rei e a Rainha Camilla farão de Clarence House, uma residência próxima, seu lar durante o restante do reinado.
“Buckingham é e continuará sendo a sede da monarquia, a joia da coroa de nossas edificações nacionais”, declarou um alto funcionário da realeza.
A decisão foi revelada em uma apresentação sobre as finanças da realeza, onde o rei se tornou o primeiro monarca britânico a divulgar os impostos pagos ao governo. No ano fiscal de 2024-2025, Charles pagou 12,9 milhões de libras em impostos, um aumento em relação ao ano anterior.
A realeza tenta responder a críticas
A atenção da mídia sobre a família real tem desviado o foco dos esforços do rei para modernizar a monarquia. O Palácio de Buckingham, construído na década de 1820, tem sido a residência dos monarcas britânicos desde a Rainha Vitória e abriga 775 cômodos, além de servir como local para jantares de Estado e eventos cerimoniais.
O palácio é um símbolo nacional, atraindo multidões para celebrações de eventos históricos e desfiles. No entanto, o desgaste ao longo dos anos levou à necessidade de reformas significativas.
O programa de modernização, iniciado em 2017, visa atualizar sistemas obsoletos e garantir que o palácio continue a servir à monarquia por mais 50 anos, com conclusão prevista para o próximo ano.

O rei e a rainha escolheram a Clarence House, onde Charles viveu como Príncipe de Gales, para permitir uma maior acessibilidade ao público no palácio, que já recebe cerca de 700 mil visitantes anualmente.
Especialistas observam que a decisão pode levar a um uso mais ativo do palácio, evitando que ele fique vazio durante longos períodos. Um autor especializado expressou a esperança de que surjam propostas inovadoras para o futuro do edifício.
Palácio reconhece a necessidade de transparência
A divulgação dos impostos da família real também foi uma das grandes notícias do dia. Charles, que já havia compartilhado informações fiscais quando era Príncipe de Gales, fez isso pela primeira vez desde que se tornou rei.
Os impostos pagos pelo rei refletem sua renda pessoal, proveniente de propriedades como Balmoral e Sandringham, além de ganhos de capital. O Príncipe William também divulgou seus impostos, evidenciando um esforço conjunto da realeza para aumentar a transparência.
