Entidades do agro celebram aprovação da União Europeia para acordo com Mercosul

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Brasil se destaca como potencial beneficiário do acordo Mercosul-União Europeia.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) destacou que o recente anúncio do acordo Mercosul-União Europeia representa um avanço significativo para a previsibilidade comercial e o fortalecimento das relações entre os dois blocos. A entidade acredita que isso terá impactos positivos e bem definidos para o setor de proteínas animais.

O Brasil, que se posiciona como um dos maiores produtores de alimentos do mundo, deve colher benefícios substanciais desse acordo. Atualmente, a União Europeia é o segundo maior cliente do agronegócio brasileiro, ficando atrás apenas da China.

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) também elogiou a aprovação do acordo, considerando-a um marco importante após mais de 20 anos de negociações e ajustes.

O presidente da Faesp, Tirso Meirelles, ressaltou que as tarifas impostas pelo governo Trump no ano anterior reforçaram a necessidade de acordos bilaterais que ampliem o comércio internacional brasileiro.

Embora as exportações brasileiras de soja em grão, farelo de soja e milho não enfrentem barreiras tarifárias na União Europeia, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) afirmou que o setor também será beneficiado com o acordo.

A Anec mencionou que o acordo proporcionará maior previsibilidade para os exportadores, além de reduzir custos e priorizar produtos brasileiros, aumentando a competitividade do país nesses mercados.

No que diz respeito ao café, o diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) afirmou que o acordo poderá tornar o café solúvel brasileiro mais competitivo na Europa, especialmente em relação à concorrência com o Vietnã, que já possui um acordo comercial com tarifas zeradas para esse produto.

O acordo prevê que as tarifas do café solúvel, bem como do café torrado e moído, sejam eliminadas em um prazo de quatro anos. As expectativas iniciais indicam que o setor pode crescer até 35% nos próximos anos.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, destacou que a relação com a agropecuária criará novas oportunidades para o Mercosul, ampliando os negócios na região.

Ele também observou que as salvaguardas podem ser discutidas durante as negociações, sendo elas recíprocas. Essa questão gerou insatisfação entre os produtores brasileiros, uma vez que as salvaguardas podem limitar as exportações para o mercado europeu, contradizendo a expectativa de um acordo de livre comércio.

Em dezembro, à medida que o acordo se aproximava da aprovação na UE, a diretora de relações internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) comentou que o tratado elevaria o nível das relações comerciais, tornando o Mercosul um parceiro preferencial da União Europeia.

O acordo permitirá que Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai exportem juntos até 99 mil toneladas de carne bovina por ano, com uma tarifa inicial de 7,5%.

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