Piovani declara apoio a publicidade e se opõe à privatização do Banco Central
Luana Piovani se posiciona contra a PEC que visa a autonomia do Banco Central.
A atriz Luana Piovani manifestou sua oposição à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca aumentar a autonomia do Banco Central. Em um vídeo publicado em suas redes sociais, ela expressou sua preocupação com a possível privatização da instituição financeira, revelando que recebeu R$ 300 mil para fazer a campanha publicitária contra a proposta.
O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) apoiou a iniciativa de Piovani, destacando que a publicidade traz visibilidade para um tema de grande relevância para os servidores da categoria. A PEC, que atualmente tramita no Senado, tem gerado debates acalorados sobre a independência e a função do Banco Central na economia brasileira.
Em seu depoimento, Piovani enfatizou que somente se envolve em projetos com os quais concorda, afirmando: “Eu só vendo o que eu consumo e eu só falo o que eu concordo. Eu não acho inteligente privatizarem o nosso Banco Central.”
A atriz também esclareceu que a publicação seguiu as normas legais, pois foi claramente identificada com a hashtag “#publi”, que indica tratar-se de uma publicidade. Ela reforçou a importância da transparência nas publicidades para que os consumidores estejam cientes do que estão visualizando.
De acordo com a assessoria do Sinal, a contratação de Piovani foi feita de forma legal e visa tornar um assunto complexo mais acessível à população. O sindicato ressaltou sua legitimidade para realizar ações em defesa dos interesses dos servidores, sempre de maneira transparente.
PEC DA AUTONOMIA DO BC
A PEC, sob a relatoria do senador Plínio Valério, já passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e aguarda votação em plenário. A proposta altera a estrutura do Banco Central, retirando sua dependência do Orçamento Geral da União e permitindo que utilize receitas próprias para cobrir despesas.
Entre as mudanças propostas, destacam-se:
- O Banco Central deixaria de depender diretamente do Orçamento da União, permitindo maior autonomia financeira;
- Haveria um maior controle do Banco sobre as carreiras, salários e aposentadorias de seus servidores;
- A inclusão do Pix na Constituição, garantindo sua gratuidade para pessoas físicas e proibindo sua privatização.
O Sinal se opõe à PEC, argumentando que a transformação do Banco Central em uma entidade com características de empresa pública pode diminuir a supervisão da sociedade sobre suas atividades e aumentar a influência de instituições financeiras privadas e estrangeiras. Além disso, a mudança proposta poderia comprometer a estabilidade dos servidores, afetando sua capacidade de fiscalização sobre o sistema financeiro.
O Sinal divulgou uma nota reiterando seu compromisso em tornar a pauta acessível ao público, destacando que as consequências da PEC têm potencial para impactar toda a sociedade brasileira de forma negativa.
