Transição e harmonia marcam o futuro do agronegócio nos próximos 40 anos

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Brasil avança em agroambientalismo, mas novos desafios se apresentam.

Nos últimos 40 anos, o Brasil se destacou como um modelo de sucesso agroambiental tropical. O desenvolvimento agrícola em diversas regiões e biomas do país transformou a produção de alimentos, fibras, frutas, energia e manejo do solo.

As instituições de ensino superior no Brasil, como a Esalq, celebram um reconhecimento internacional, consolidando a qualidade da educação agrícola. Completando 125 anos, a Esalq foi classificada como a 4ª melhor do mundo, e sua diretora, Drª. Thaís Vieira, receberá uma comenda de mérito agrícola na França.

As cooperativas agrícolas desempenham um papel crucial na economia do país, respondendo por cerca de 55% da produção nacional. A indústria de alimentos e bebidas absorve 65% dessa produção, evidenciando a importância das cooperativas na cadeia de suprimentos.

O Brasil agora compete em várias culturas com potências agrícolas como os Estados Unidos e a União Europeia. O desafio fica maior para os produtores que, com coragem e inovação, desbravaram solos antes considerados inférteis e sem estrutura.

O futuro exige uma nova abordagem. É essencial que, nos próximos quatro anos, sejam implementadas ações que não foram tomadas nas últimas quatro décadas para expandir a capacidade do agronegócio brasileiro.

Um dos pontos críticos a ser abordado é a implementação do Plano Nacional de Fertilizantes. A dependência de insumos importados e logística complexa é um fator que limita o potencial do setor. A diversificação e a produção local de fertilizantes são urgentes.

A irrigação ainda é insuficiente em muitas regiões do país, e o acesso a seguros rurais permanece limitado. A insegurança jurídica e dilemas ambientais precisam ser resolvidos de forma clara e científica, longe de ideologias que dificultam o avanço.

As altas taxas de juros representam um obstáculo significativo para os agricultores. Além disso, a falta de uma estratégia de comunicação eficaz para promover a imagem do Brasil no exterior precisa ser superada.

Recentemente, eventos promovidos pela Sociedade Rural Brasileira (SRB) e pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) mostraram a necessidade de uma sinergia entre produtores e acadêmicos para enfrentar as transições e mudanças estruturais no setor agroindustrial.

A evidência das mudanças globais requer uma resposta colaborativa de todos os elos da cadeia produtiva agrícola, integrando as fases antes, durante e após a produção. Essa orquestração é vital para um futuro sustentável e próspero.

O caminho à frente exige harmonia e colaboração, pois a ordem e o progresso, por si só, não são suficientes. Para que o Brasil se destaque, é necessário um trabalho conjunto que permita ao agronegócio brasileiro prosperar de maneira integrada e sustentável.

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.

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