Semana encerra com valorização da soja brasileira e expectativa em relação aos dados do USDA

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Mercado de soja brasileiro apresenta alta após oscilações.

Após uma semana repleta de oscilações, o mercado brasileiro de soja encerra o período com um cenário mais otimista. A movimentação nos portos aumentou significativamente na quinta-feira, impulsionada pela melhora nas cotações e pelo crescimento no volume de negócios.

Segundo analistas do setor, a combinação da alta nos contratos futuros na Bolsa de Chicago com a manutenção de prêmios firmes foi fundamental para a valorização dos preços ao longo do dia. Apesar de um leve recuo do dólar, a valorização nos portos se manteve estável.

No mercado interno, as indicações de compra também apresentaram melhora. Contudo, os produtores permanecem cautelosos, optando por manter parte da oferta enquanto buscam preços mais elevados para suas negociações.

Nas principais praças acompanhadas, a saca de soja teve elevação de preço em diversas localidades. Em Passo Fundo (RS), subiu de R$ 128 para R$ 129; em Santa Rosa (RS), de R$ 129 para R$ 130; em Cascavel (PR), de R$ 124 para R$ 125; em Rondonópolis (MT), de R$ 114 para R$ 115; e em Dourados (MS), de R$ 116,50 para R$ 117. Em Rio Verde (GO), a cotação se manteve estável em R$ 117 por saca.

Nos portos de Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS), a soja avançou de R$ 135 para R$ 136 por saca.

Mercado Internacional

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros encerraram com forte alta. O mercado reagiu às previsões de temperaturas elevadas nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos, o que pode afetar o desenvolvimento das lavouras e sustentar os preços das commodities.

Além das condições climáticas, os investidores estão ajustando suas posições antes da divulgação de relatórios importantes pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que ocorrerá na próxima semana.

As expectativas apontam que o USDA deve estimar uma área plantada de soja de 85,37 milhões de acres para a safra 2026/27, um aumento em relação aos 84,7 milhões de acres projetados anteriormente e superior aos 81,2 milhões de acres cultivados na safra anterior.

O relatório trimestral de estoques também será divulgado, com uma expectativa de volume em torno de 1,051 bilhão de bushels em 1º de junho, o que poderá influenciar diretamente o comportamento dos preços internacionais da oleaginosa.

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