Mais de 1.300 mortes na Europa são atribuídas ao intenso calor, segundo a OMS
Calor extremo na Europa causa mais de 1.300 mortes desde junho de 2026.
O continente europeu enfrenta uma onda de calor sem precedentes, resultando em um alarmante número de fatalidades. Desde o dia 21 de junho de 2026, mais de 1.300 mortes foram atribuídas a essa situação climática extrema.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou que o estresse térmico é frequentemente denominado “assassino silencioso”. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, enfatizou que as infraestruturas europeias, como residências, escritórios e escolas, não foram projetadas para suportar as temperaturas atuais.
Tedros também ressaltou que a Europa é o continente que está experimentando o aumento mais rápido das temperaturas no mundo. Ele alertou que atualmente cerca de 150 milhões de pessoas estão expostas a condições de calor extremo, resultando em centenas de mortes, fechamento de escolas e sobrecarga nas redes elétricas.
Impacto do calor na França
A agência de saúde pública da França revelou que houve um aumento significativo nas mortes diárias nas regiões sob alerta de calor. Em 24 de junho, foram registradas mais de 1.200 mortes, enquanto nos dias 25 e 26 o número ultrapassou 1.400. Em comparação, a média de mortes diárias em abril e maio variava entre 900 e 1.000.
O aumento de óbitos foi mais pronunciado em hospitais, lares de idosos e residências, especialmente na região da Île-de-France. É importante notar que os dados ainda não estão totalmente consolidados, pois o sistema de registro de óbitos normalmente contabiliza cerca de 60% das mortes no país, indicando que a taxa real de mortalidade pode ser ainda maior do que os números apresentados.
