Jovem revela que passava até 14 horas diárias no celular e busca ajuda em terapia para vencer o vício

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Dependência de smartphones: uma nova forma de vício contemporâneo

O uso excessivo de smartphones tem se tornado uma preocupação crescente, com muitos usuários relatando dificuldades em se desconectar de seus dispositivos.

Marios, um personal trainer de Londres, revela que pode passar até 14 horas por dia no telefone, descrevendo a experiência como uma dependência que se assemelha ao uso de drogas. Ele se encontra em uma sessão de terapia para lidar com essa compulsão, que acredita estar ligada à solidão.

Após uma sessão de terapia, Marios admite que a vontade de responder mensagens é avassaladora, destacando a luta interna entre a necessidade de interação e a busca por controle sobre seu vício.

Estatísticas apontam que o vício em smartphones ainda não é reconhecido oficialmente como um problema de saúde, mas uma pesquisa recente indica que 70% dos adultos sentem que passam tempo demais em seus dispositivos. A dependência digital está se tornando um tema recorrente entre especialistas em saúde mental, que observam um aumento no número de pacientes buscando tratamento para essa questão.

Centros de reabilitação, como o Steps Together em St Helens, estão começando a atender pessoas com dependência digital. Os terapeutas relatam que muitos clientes chegam relutantes em se separar de seus telefones, considerando-os essenciais para o trabalho e a comunicação com a família.

O cérebro humano é afetado pelo uso constante de smartphones, com a dopamina sendo liberada a cada notificação, criando um ciclo vicioso que pode levar à perda de controle sobre o tempo gasto online. Essa situação é ilustrada por James, um paciente que, após perder o emprego, viu sua vida ser dominada pelo uso excessivo de redes sociais e notícias, sentindo-se refém do mundo digital.

Com o aumento da conscientização sobre o vício em tecnologia, iniciativas como o Internet and Technology Addicts Anonymous (ITAA) têm surgido para ajudar pessoas que lutam contra essa dependência. Membros como Jenny e Tom compartilham experiências de como a compulsão por dispositivos afetou suas vidas, levando-os a buscar ajuda e, eventualmente, a encontrar um equilíbrio.

Hilda Burke, psicoterapeuta, sugere que aqueles preocupados com seu uso de tecnologia reflitam sobre suas motivações e explorem alternativas para se distrair, como atividades físicas ou interações sociais.

Enquanto Marios continua sua jornada de recuperação, ele se esforça para encontrar um equilíbrio saudável entre o uso do telefone e a vida fora das telas, acreditando que é possível redescobrir a alegria nas pequenas coisas do cotidiano.

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