Descobertas de vértebras perdidas do megalodonte indicam que animal pode ser ainda maior do que se imaginava, quase do tamanho de uma baleia azul

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Fósseis de megalodonte redescobertos na Dinamarca podem confirmar tamanho colossal do tubarão.

Um conjunto de vértebras fossilizadas do megalodonte, que estava desaparecido por décadas, foi reencontrado em um museu na Dinamarca. Essa descoberta pode corroborar uma das mais impressionantes estimativas sobre o tamanho do maior tubarão que já habitou os oceanos, sugerindo que ele poderia atingir cerca de 24,3 metros de comprimento, aproximando-se do tamanho de uma baleia-azul.

Os fósseis pertencem a um megalodonte que viveu há aproximadamente 10,8 milhões de anos e foram originalmente descobertos no final da década de 1970 em uma pedreira de argila na cidade de Gram, na Dinamarca.

O Otodus megalodon, que existiu entre cerca de 15 milhões e 3,6 milhões de anos atrás, é considerado um dos maiores predadores marinhos da história. Sua extinção ainda gera debates entre os cientistas, que buscam entender os fatores que levaram ao desaparecimento dessa espécie impressionante.

Redescobrindo uma espécie

Após serem estudadas nos anos 1980, as vértebras acabaram extraviadas durante uma reorganização da coleção do museu, levando os pesquisadores a acreditar que o material havia sido perdido para sempre, restando apenas registros fotográficos e científicos.

A reviravolta ocorreu quando um funcionário encontrou, por acaso, caixas esquecidas na coleção do museu, revelando as famosas vértebras do megalodonte, que agora podem contribuir significativamente para a pesquisa sobre esta espécie.

A maior vértebra de tubarão já encontrada

De acordo com os pesquisadores, a maior vértebra recuperada possui cerca de 23 centímetros de diâmetro, tornando-se não apenas a maior vértebra de tubarão já conhecida, mas também a maior vértebra de peixe já registrada. Essa descoberta reforça as medidas previamente utilizadas para estimar o tamanho máximo do megalodonte.

Embora a estimativa de 24,3 metros já tivesse sido sugerida em estudos anteriores, o espécime agora recuperado oferece uma confirmação direta do diâmetro das vértebras que foram usadas nesses cálculos.

Como os cientistas estimam o tamanho de um megalodonte?

Diferentemente dos dinossauros, os tubarões possuem esqueletos compostos principalmente por cartilagem, um material que raramente se fossiliza. Por essa razão, esqueletos completos de megalodontes são extremamente raros.

Para reconstruir seu tamanho, os cientistas comparam dentes, vértebras e fragmentos preservados com espécies modernas e outros fósseis mais completos. Neste caso, as enormes vértebras dinamarquesas foram comparadas com uma sequência de vértebras encontrada na Bélgica, atribuída a um indivíduo de aproximadamente 16,4 metros.

Ele também vivia muito

A diferença de tamanho entre os ossos permitiu recalcular o comprimento corporal do animal, estimando-o em cerca de 24,3 metros. Além disso, a equipe utilizou tomografia computadorizada de alta resolução para analisar os anéis de crescimento presentes nas vértebras, que funcionam de maneira semelhante aos anéis das árvores, permitindo estimar a idade do animal.

Os resultados indicam que o tubarão tinha pelo menos 64 anos quando faleceu, com modelos de crescimento sugerindo que, em teoria, indivíduos poderiam viver até cerca de 96 anos.

Durante a análise, os pesquisadores também encontraram pequenas escamas e estruturas de brânquias pertencentes a outro tubarão, o tubarão-frade. Como esses fragmentos estavam misturados com as vértebras do megalodonte, acredita-se que representem restos da última refeição do gigante. Se confirmada, essa seria a primeira evidência fóssil conhecida do conteúdo estomacal de um megalodonte.

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