Brasil registra a criação de 767 mil novos empregos em 2026
Brasil registra mais de 767 mil novos empregos formais entre janeiro e maio de 2023.
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou que, entre janeiro e maio deste ano, foram criados 767.326 novos postos de trabalho com carteira assinada em todo o Brasil. Este resultado é positivo em todas as unidades da Federação, refletindo um cenário de recuperação no mercado de trabalho formal.
No mês de maio de 2023, o salário médio real das pessoas admitidas foi de R$ 2.384,10. Embora tenha apresentado uma queda de R$ 17,97 (0,75%) em relação ao mês anterior, o valor é R$ 35,98 (1,5%) superior ao mesmo mês do ano passado.
Os dados, provenientes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram apresentados pelo ministro da pasta em evento realizado em Brasília. No mês de maio, o saldo positivo foi de 72.260 novas vagas, resultado da diferença entre 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos.
Os setores que mais contribuíram para a criação de vagas foram os seguintes:
- Serviços (+45.655 vagas);
- Construção (+12.096 vagas);
- Agropecuária (+10.205 vagas);
- Indústria (+4.974 vagas);
- Comércio (+40 vagas).
Atividades em alta
O setor de Serviços teve um crescimento significativo, impulsionado principalmente pelos subsetores de Saúde Humana e Serviços Sociais, que geraram 14.478 novas vagas, seguidos por Atividades Administrativas e Serviços Complementares (+11.413) e Transporte, Armazenagem e Correio (+6.227).
A agropecuária também se destacou, com a abertura de vagas nas culturas de café (+17.674), laranja (+2.458) e cana-de-açúcar (+828). Já no setor da construção civil, as novas oportunidades foram impulsionadas por obras de infraestrutura, que geraram 8.916 postos.
No segmento industrial, a criação de novas vagas foi liderada pela fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (+3.232), além da produção de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (+2.294) e de produtos alimentícios (+2.216).
Nos primeiros cinco meses do ano, as maiores taxas de empregabilidade foram observadas no serviço doméstico (12,86%), administração pública, defesa e seguridade social (5,41%), construção civil (5,23%) e transporte, armazenagem e correio (1,99%).
Unidades da Federação
Em maio, o emprego formal cresceu em 22 das 27 unidades da Federação. Os destaques foram São Paulo, com a criação de 18.224 novas vagas, seguido pelo Espírito Santo (+9.532) e Rio de Janeiro (+9.195).
No entanto, o Rio Grande do Sul teve um desempenho negativo, com a perda de 5.657 vagas, seguido por Goiás (-2.742), Tocantins (-743), Santa Catarina (-662) e Alagoas (-75). Segundo o ministro, essa queda está relacionada à sazonalidade de setores do agro.
No caso do Rio Grande do Sul, a diminuição de postos é atribuída ao fim da safra agrícola e à imposição de tarifas pelos Estados Unidos sobre setores como o de couro e calçados.
Bolsa Família
O ministro Rogério Marinho destacou que as contratações e desligamentos também envolveram beneficiários do programa Bolsa Família, desafiando a narrativa de que o programa seria um obstáculo para a formalização do emprego.
De janeiro a abril, 1.451.616 pessoas vinculadas ao Bolsa Família foram contratadas, enquanto 1.030.000 foram desligadas, resultando em um saldo positivo de 421 mil pessoas. Isso evidencia a interação positiva entre o programa e o mercado de trabalho.
