Capital intelectual continua sendo o aspecto mais crítico nas organizações, segundo CEO

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Descompasso entre evolução do mercado e adaptação das empresas é tema de painel no IT Forum Na Mata RH.

Durante o IT Forum Na Mata RH, o CEO da Think IT, Marco Lorena, destacou a discrepância entre a velocidade das transformações no mundo e a capacidade das empresas de se adaptarem a essas mudanças.

Segundo Lorena, o universo B2B enfrenta um desafio significativo, pois as organizações ainda operam em ciclos de transformação que podem levar até um ano, enquanto o ambiente externo evolui rapidamente devido a fatores como crises ambientais e conflitos globais.

Um dos principais riscos desse descompasso é a dificuldade em manter o capital intelectual atualizado. Lorena enfatizou que as decisões de crescimento enfrentam barreiras impostas pela lentidão na reconfiguração das habilidades dentro das empresas.

Ele também mencionou três forças que ampliam essa lacuna. A primeira delas é a vida média das competências, que, segundo o Future of Jobs Report 2025, prevê que 44% das habilidades se tornarão obsoletas até 2028, exigindo requalificação de 59% da força de trabalho. Um estudo da IBM complementa essa informação, revelando que a vida útil de uma habilidade técnica relevante é, em média, de apenas dois anos e meio.

A segunda força é o achatamento da pirâmide organizacional, impulsionado pela inteligência artificial. Muitas empresas, como a Microsoft, têm adotado essa estratégia, que visa a eficiência ao reduzir custos por colaborador. No entanto, Lorena alerta que essa abordagem pode comprometer a formação de profissionais qualificados para o futuro.

A terceira força mencionada é o reskilling de fachada, onde as empresas investem desproporcionalmente em tecnologia em comparação ao desenvolvimento de suas equipes. De acordo com uma pesquisa da Deloitte, as organizações alocam cerca de 90% de seus orçamentos em tecnologia, enquanto menos de 2% é destinado à capacitação dos funcionários.

Diante desse cenário, Lorena e Viviane Lusvarghi, head de People Experience da Think IT, têm trabalhado para mitigar essa lacuna. A empresa está focada na reconfiguração das capacidades de sua equipe como uma estratégia de crescimento e qualidade. Viviane ressalta que colaboradores satisfeitos e bem preparados resultam em entregas memoráveis, impactando positivamente a saúde financeira da organização.

A Think IT estruturou sua abordagem em quatro pilares: desenvolvimento contínuo e bem-estar, participação ativa da área de People Experience nas decisões estratégicas, promoção de uma cultura organizacional saudável e gestão de performance sustentável. Cada um desses elementos é essencial para garantir que os colaboradores estejam sempre aprendendo e aplicando novas habilidades.

Para integrar esses pilares, a empresa adaptou um framework de customer success para a gestão interna, utilizando métricas de eNPS e NPS para avaliar a satisfação dos colaboradores e clientes.

Com essa estratégia, a Think IT tem experimentado uma redução no turnover e um aumento na retenção de clientes, resultando em receitas recorrentes e crescimento sustentável.

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