Cláudio Castro e deputados são citados em lista de bicheiro detido no Rio

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Operação Unha e Carne investiga ligações entre políticos e esquema de bicho no Rio de Janeiro.

Na última quinta-feira, a Polícia Federal deflagrou a Operação Unha e Carne, que resultou na apreensão de listas contendo nomes de políticos, incluindo o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e deputados federais e estaduais. Esses documentos estão relacionados ao bicheiro Adilsinho, um dos principais alvos da operação.

As listas apreendidas associam os nomes dos políticos a valores financeiros, levantando suspeitas sobre a prática de caixa dois de campanha. As investigações estão em andamento para esclarecer os contextos e possíveis repasses financeiros.

O ex-governador ainda não se manifestou sobre as acusações, apesar de ter sido contatado por sua assessoria de imprensa. O advogado de Adilsinho também não respondeu às solicitações de comentário.

Adilsinho, que já se encontrava preso, recebeu um novo mandado de prisão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Na mesma operação, foram emitidos mandados de prisão contra Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, e o pastor Márcio Poncio, ambos já detidos.

A Operação Unha e Carne já havia investigado vazamentos de informações sigilosas que beneficiaram o Comando Vermelho, e nesta fase, a PF investiga a lavagem de dinheiro relacionada ao novo jogo do bicho, além de possíveis conexões com membros do Executivo e Legislativo do Rio.

As investigações se basearam na análise de planilhas encontradas com Adilsinho, que supostamente registram pagamentos indevidos e doações eleitorais, além de uma contabilidade paralela para ocultar recursos ilícitos.

As anotações indicam a possibilidade de repasses diretos a agentes políticos do estado, o que se tornou uma das principais linhas de investigação da operação.

Além dos três mandados de prisão preventiva, a ação inclui 14 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e São João de Meriti. O bloqueio de bens e valores de até R$ 22 milhões também foi determinado por Moraes.

A Polícia Federal destacou que essa nova fase da operação foi motivada pela descoberta de registros que indicam pagamentos indevidos e uma contabilidade relacionada à lavagem de capitais.

O ex-governador Cláudio Castro já é alvo de investigações por suas relações com empresários do setor financeiro, embora ele negue as suspeitas. Após enfrentar duas operações da PF em um curto período, Castro desistiu de sua pré-candidatura ao Senado.

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