Cláudio Castro e deputados são citados em lista de bicheiro detido no Rio

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Investigação da Polícia Federal revela ligações entre políticos e bicheiro em operação de combate ao jogo do bicho.

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e outros políticos aparecem em listas apreendidas pela Polícia Federal, associadas ao bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. Esta descoberta faz parte da Operação Unha e Carne, que ocorreu recentemente.

Os documentos apreendidos contêm nomes de políticos vinculados a valores financeiros, levantando suspeitas sobre a possibilidade de caixa dois de campanha. As investigações estão em andamento para esclarecer os contextos em que esses possíveis repasses ocorreram.

A defesa de Cláudio Castro se manifestou, afirmando que qualquer sugestão de recebimento de pagamentos ilegais ou doações indevidas é falsa. Segundo a nota, a campanha de 2022 foi devidamente declarada à Justiça Eleitoral, com prestação de contas que atendeu à legislação vigente.

Além disso, a defesa destacou que Castro não é alvo da operação e não há acusações formais contra ele. O ex-governador se colocou à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

O advogado de Adilsinho também negou as alegações de que seu cliente tenha feito pagamentos indevidos a políticos. Os nomes dos outros políticos mencionados nas listas permanecem em sigilo.

Adilsinho já estava preso, mas um novo mandado de prisão foi emitido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A menção ao ex-governador foi inicialmente divulgada por um veículo de comunicação e confirmada por outros meios.

Cláudio Castro, que já enfrenta investigações por suas relações com empresários do setor financeiro, nega qualquer irregularidade. Após operações da PF em maio, ele abandonou sua pré-candidatura ao Senado.

Na mesma operação, foram expedidos mandados de prisão contra o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, e o pastor Márcio Poncio, que também já estavam detidos. As defesas de ambos não se pronunciaram até o momento.

A Operação Unha e Carne investiga ainda suspeitas de vazamento de informações sigilosas que teriam favorecido organizações criminosas. A ação atual foca em possíveis práticas de lavagem de dinheiro por integrantes do jogo do bicho, envolvendo membros do Executivo e Legislativo do Rio.

De acordo com a Polícia Federal, a nova fase da operação surgiu a partir da análise de planilhas encontradas com Adilsinho, que indicam registros de pagamentos indevidos e uma contabilidade paralela para ocultar movimentações financeiras ilícitas.

As anotações sugerem repasses diretos a agentes políticos, o que se tornou uma linha de investigação prioritária. Além dos mandados de prisão, estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em várias localidades do estado.

Os investigadores estão focados em identificar a extensão das ligações entre o bicheiro e os políticos mencionados nas listas, que indicam a presença de registros relacionados a doações eleitorais e possíveis pagamentos indevidos.

Um dos alvos da operação é o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, que negou qualquer envolvimento em atividades criminosas. A operação continua sob segredo de Justiça, e a Polícia Federal não divulgou os nomes dos demais alvos.

Recentemente, Bacellar e Adilsinho foram alvo de novos mandados, enquanto Poncio foi detido durante a manhã. Todos os mandados foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes.

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