Governança da IA é prioridade para 47% das empresas, revela pesquisa da Jitterbit

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A governança da inteligência artificial se torna prioridade nas decisões corporativas.

A governança da inteligência artificial passou a ser um aspecto central nas decisões tecnológicas das empresas. Um estudo recente revelou que 47% dos entrevistados consideram a “responsabilidade da IA” como o principal critério na seleção de plataformas e ferramentas. Esse conceito abrange questões como segurança, auditabilidade e governança.

Essa pesquisa indica uma mudança significativa no processo de decisão das organizações. O papel do CISO, responsável pela segurança da informação, está se tornando mais influente em projetos de IA, superando áreas tradicionalmente ligadas a orçamento e inovação.

O mercado agora discute não apenas como utilizar a IA, mas como controlá-la em larga escala. Especialistas alertam que as empresas que não resolverem questões de governança antes de expandir suas operações enfrentarão sérios problemas operacionais e riscos de segurança.

Embora a inteligência artificial já tenha um impacto real nas organizações, muitas empresas ainda lutam para transformar experimentos em operações escaláveis. Os riscos mais significativos não estão apenas nas plataformas oficialmente aprovadas, mas também no uso paralelo e sem controle da tecnologia.

A pesquisa aponta que quase metade do uso corporativo de IA ocorre fora da supervisão da TI, em contas pessoais ou aplicações não homologadas. Esse fenômeno, conhecido como shadow AI, aumenta a vulnerabilidade das empresas a falhas de segurança e problemas de governança.

Outro aspecto preocupante é o crescimento de agentes autônomos que têm acesso a dados sensíveis. Atualmente, as empresas operam, em média, 28 agentes de IA e esperam que esse número chegue a 40 no próximo ano. Em grandes corporações, a previsão é de um aumento de 48% até 2027.

O uso de código gerado automaticamente por IA também foi identificado como um risco significativo. Em um terço dos casos analisados, ferramentas tradicionais de segurança falharam em detectar vulnerabilidades em códigos criados por modelos generativos.

A maior preocupação com a segurança está alterando as estratégias tecnológicas das empresas. Aproximadamente 39% dos líderes de TI relataram ter abandonado iniciativas internas em favor de plataformas prontas, que possuem certificações e um histórico de conformidade comprovado.

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