Pandemia de Covid é abordada em exposição no Rio
Exposição no Centro Cultural do Ministério da Saúde aborda os impactos da pandemia de Covid-19.
O Centro Cultural do Ministério da Saúde, localizado na praça Marechal Âncora, 95, no Corredor Cultural do Rio de Janeiro, apresenta a exposição inédita “Vida Reinventada – A Pandemia de Covid-19 e a Transformação do Futuro”. A curadoria é da ex-ministra da Saúde, Nísia Trindade.
A mostra, que é gratuita, permanecerá aberta ao público até abril de 2027, funcionando de terça a sábado, das 10h às 17h. Visitas em grupo podem ser agendadas pelo telefone (21) 2240-5318. A exposição oferece recursos de acessibilidade e conta com uma equipe de educadores, incluindo profissionais capacitados em Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) e atendimento em inglês.
O diretor artístico da exposição, Adrén Alves, destacou que a mostra não apenas recorda o período pandêmico, mas também transmite uma mensagem positiva para o futuro. A proposta é refletir sobre as lições aprendidas e a importância de não repetir os erros do passado.
A pandemia de Covid-19 foi a maior crise sanitária global do século 21, resultando na perda de 716 mil vidas no Brasil. A exposição busca prestar homenagem a essas vítimas e aos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) que dedicaram suas vidas para salvar doentes, além de reconhecer o papel fundamental da ciência e das vacinas.
A expografia e cenografia, criadas por André Cortês, um dos mais renomados cenógrafos brasileiros, incluem documentos, relatos, instalações, testemunhos, vídeos e minidocumentários elaborados por cientistas que colaboraram na curadoria, ao lado de Nísia Trindade.
André Cortês enfatizou que a criatividade humana se destacou durante os desafios da pandemia, promovendo conexões e inovações que visaram tanto o conforto físico quanto espiritual da sociedade.
Homenagens
A ciência é o foco central da exposição. Segundo Adrén Alves, a mostra é uma homenagem às vítimas da Covid-19, aos profissionais do SUS e, em especial, às mulheres que estiveram na linha de frente do combate à doença. A mensagem é clara: é preciso aprender com o passado para evitar novas pandemias e, se elas ocorrerem, estar mais preparado.
Os organizadores definem a exposição com as palavras memória, justiça e reparação. Através de uma experiência sensorial e documental, a mostra propõe uma reflexão coletiva sobre as respostas da sociedade à pandemia, incentivando um diálogo profundo sobre o que ocorreu no país durante esse período crítico.
Nísia Trindade, a primeira mulher a presidir a Fiocruz e a ocupar o cargo de ministra da Saúde no Brasil, reforçou que “tudo poderia ter sido diferente”. Ela acrescentou que a exposição busca enfatizar a dimensão subjetiva das experiências vividas e a importância de entender o contexto político, visando uma preparação adequada para futuras emergências em saúde.
