Dólar apresenta alta impulsionado por fatores externos e queda nos preços do petróleo
Dólar sobe moderadamente com influência externa e queda do petróleo
O dólar registra uma alta moderada no mercado à vista na manhã desta segunda-feira, refletindo a valorização da moeda americana em relação a divisas fortes e moedas emergentes ligadas a commodities. Este movimento é acompanhado por uma leve queda nos preços do petróleo, após a confirmação de um novo aumento de produção pela Opep+ e a normalização dos fluxos pelo Estreito de Ormuz.
Além disso, o mercado observa atentamente as negociações entre os Estados Unidos e Irã, que ainda não alcançaram um acordo para resolver o conflito em andamento.
No Brasil, os juros futuros estão apresentando uma tendência de queda. Essa alteração se deve à desaceleração nas projeções do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2026, conforme divulgado no boletim Focus, e à indicação do secretário-executivo do Ministério da Fazenda de que o Tesouro está preparado para atuar no mercado, caso necessário.
A curva de juros reflete também a diminuição dos rendimentos dos Treasuries, em resposta a um payroll de junho nos Estados Unidos que ficou abaixo do esperado, além da redução das expectativas de aumento dos juros pelo Federal Reserve em setembro.
Segundo o boletim Focus, a projeção do IPCA para 2026 foi ajustada de 5,33% para 5,30%. Para 2027, a estimativa aumentou de 4,17% para 4,18%, enquanto as previsões para 2028 e 2029 permaneceram em 3,70% e 3,50%, respectivamente. As projeções ainda estão acima das estimativas do Banco Central, que prevê 5,2% para 2026, 3,7% para 2027 e 3,1% para 2028.
No cenário internacional, a inflação anual ao consumidor nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) subiu de 4,4% em abril para 4,6% em maio, impulsionada pelos preços da energia. A inflação no setor energético aumentou de 13,2% para 15,8%, com aceleração em 26 dos 37 países analisados.
Com a abertura da semana, o mercado demonstra uma combinação de valorização do dólar, recuo dos juros futuros e atenção às flutuações do petróleo, à inflação global e aos desdobramentos da política monetária nos Estados Unidos e no Brasil.
