Museu Lalique na França é alvo de assalto e R$ 25 milhões em joias são roubados
Roubo de joias no Museu Lalique levanta preocupações sobre segurança
Na madrugada deste domingo, o Museu Lalique, localizado em Wingen-sur-Moder, na França, foi alvo de um assalto que resultou no furto de aproximadamente 20 joias de cristal, avaliadas em cerca de € 4 milhões, o que equivale a cerca de R$ 25 milhões.
O incidente gerou inquietação em relação ao sistema de segurança da instituição, que permanece fechada desde o ocorrido. Até o momento, não há suspeitos identificados e nenhuma prisão foi realizada.
De acordo com informações das autoridades, a invasão ocorreu por volta das 5h30 (horário local). Um grupo de criminosos, vestido com roupas escuras e capuzes, arrombou uma das portas do museu e dirigiu-se diretamente à galeria de joias. Seis vitrines foram quebradas, e as peças foram levadas em questão de minutos.
A agilidade da ação sugere que os assaltantes possuíam conhecimento prévio sobre a disposição do acervo e a planta do edifício. A polícia ainda não divulgou quantas pessoas estiveram envolvidas no roubo nem a rota utilizada na fuga.
Uma funcionária da limpeza acionou a polícia ao chegar para trabalhar. Apesar de o alarme ter disparado durante a invasão, os criminosos conseguiram deixar o local antes da chegada das autoridades, o que gerou críticas à empresa responsável pela segurança do museu.
O prefeito de Wingen-sur-Moder, Christian Dorschner, reconheceu que os alarmes funcionaram, mas considerou grave a falta de uma intervenção imediata e a demora na comunicação com as forças de segurança.
As joias roubadas, embora não contenham pedras preciosas, possuem um alto valor histórico e artístico, pois fazem parte do acervo de René Lalique, um renomado joalheiro e mestre vidreiro francês. Lalique revolucionou a joalheria no final do século XIX ao incorporar materiais como vidro, esmalte e chifre em suas criações, rompendo com a tradição que priorizava o uso de ouro e pedras preciosas. Ele é um dos principais nomes dos movimentos Art Nouveau e Art Déco.
Os investigadores acreditam que as peças roubadas são de fácil identificação, o que dificulta sua revenda em mercados convencionais. A principal hipótese é que tenham sido encomendadas por colecionadores clandestinos ou destinadas ao mercado ilegal de arte.
O valor total do prejuízo ainda está sendo avaliado. Além do impacto financeiro estimado em € 4 milhões, especialistas ressaltam a perda cultural significativa provocada pelo desaparecimento de obras originais de um dos artistas franceses mais influentes do século XX.
A polícia está analisando imagens das câmeras de segurança do museu para identificar os responsáveis pelo roubo e reconstruir a rota de fuga. A lista completa das peças levadas ainda não foi divulgada.
Inaugurado em 2011, o Museu Lalique abriga mais de 650 peças, incluindo joias, esculturas, objetos de vidro, desenhos e documentos relacionados à trajetória do artista. A direção do museu informou que a instituição permanecerá fechada por tempo indeterminado para permitir a realização de perícias e a revisão dos protocolos de segurança.
Este crime ocorre poucos meses após outro roubo de grande repercussão envolvendo o patrimônio cultural francês, que foi o furto de joias da Galeria d’Apollon no Museu do Louvre, em Paris.
