Suspeito de planejar sequestro de Sérgio Moro é detido no Ceará
Polícia Militar do Ceará captura líder do PCC com planos de sequestro de senador
A Polícia Militar do Ceará prendeu na quarta-feira (4) Sidney Rodrigo Aparecido Piovesan, conhecido como El Cid, um líder do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele é suspeito de planejar o sequestro do senador Sérgio Moro em 2023.
El Cid foi localizado em Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza, durante uma abordagem em rodovia. Ele possuía dois mandados de prisão expedidos pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, um por homicídio e outro por associação para o tráfico de drogas. Após a prisão, foi conduzido a uma unidade da Polícia Federal.
Informações da Polícia Militar indicam que a esposa de El Cid havia sido presa horas antes em Iguatu, a mais de 300 quilômetros do local onde ele foi encontrado. Durante a abordagem, ele apresentou um documento falso, o que levantou suspeitas entre os policiais.
El Cid estava foragido desde 2022, quando escapou de uma penitenciária em São Paulo. Ele já era monitorado no Ceará, e a prisão de sua esposa levou as equipes de segurança a intensificarem as diligências na região.
O senador Sérgio Moro comemorou a prisão nas redes sociais, afirmando que El Cid é “mais um que se vai”. Ele destacou seu trabalho contra o crime organizado durante sua carreira na magistratura e como ministro da Justiça, prometendo continuar sua luta no Senado e, possivelmente, no Governo do Paraná.
O governador do Ceará, Elmano de Freitas, também celebrou a prisão, afirmando que El Cid chegou ao estado após fugir de uma penitenciária paulista e não teve “vida fácil” em território cearense. Ele o classificou como um dos bandidos mais perigosos do país.
Investigações da Polícia Federal revelaram que o plano do PCC para sequestrar Moro foi elaborado como uma forma de vingança e pressão contra o Estado, em resposta às ações que ele tomou enquanto juiz e ministro da Justiça. O plano envolvia o estudo da rotina do senador e de sua família para identificar pontos vulneráveis de segurança.
De acordo com a PF, o sequestro visava extorsão, com a possibilidade de assassinato dependendo da reação das autoridades. A operação que desmantelou o plano foi realizada após a interceptação de comunicações internas da facção, resultando na prisão de envolvidos e na prevenção do ataque.
