Brasil quase esgota cota de carne bovina para a China e diminui abates, aponta StoneX

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Brasil atinge quase totalidade da cota de carne bovina para a China, levando frigoríficos a reduzir abates.

O Brasil já preencheu 98,5% da cota de exportação de carne bovina para a China até junho, resultando em uma diminuição nos abates por parte dos frigoríficos. Essa situação se intensifica especialmente no terceiro trimestre, conforme análise recente.

A China, que é o maior importador da carne bovina brasileira, estabeleceu uma cota de 1,1 milhão de toneladas isenta da tarifa elevada de 55% para proteger sua produção interna. Essa medida visa regular o mercado e garantir a sustentabilidade da indústria local.

Até 30 de junho, o Brasil havia exportado 98,5% da cota, considerando os embarques iniciados em novembro do ano anterior. Com base nos dados de internalização, ou seja, a carne que já chegou ao país, 72% da cota estava preenchida até a mesma data.

Com a previsão de que o saldo restante seja preenchido até agosto, considerando o tempo de transporte de cerca de 45 dias, os frigoríficos estão se adaptando a essa nova realidade.

De acordo com especialistas do setor, há uma expectativa de maior oferta de carne bovina no mercado interno, além de possibilidades de remanejamento. No entanto, a primeira reação da indústria foi a redução dos abates.

Frigoríficos no Mato Grosso iniciaram férias coletivas em massa devido ao atingimento da cota chinesa.

As exportações brasileiras de carne bovina alcançaram níveis recordes no primeiro semestre de 2026, totalizando 1,705 milhão de toneladas e gerando uma receita de US$9,85 bilhões. Esse crescimento é atribuído em grande parte às cotas estabelecidas pela China para o ano.

Espera-se que as exportações para a China retornem no quarto trimestre, com o início da nova cota para 2027. Isso sugere uma continuidade na relação comercial entre os dois países.

A Austrália também esgotou sua cota de exportação para a China, o que significa que os principais fornecedores deixarão de abastecer o mercado chinês a partir do terceiro trimestre.

Embora Argentina, Uruguai e Estados Unidos ainda tenham espaço em suas cotas, a capacidade de preenchê-las é incerta devido à disponibilidade limitada desses países para exportação.

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