Exportações de carne suína alcançam alta histórica e visam novo recorde em 2026

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Primeiro semestre recordista

As exportações brasileiras de carne suína alcançaram um marco histórico no primeiro semestre de 2026, com 794,2 mil toneladas embarcadas, representando um crescimento de 10% em comparação ao mesmo período de 2025. Em termos de receita, o aumento foi de 7,9%, totalizando US$ 1,859 bilhão, em contraste com os US$ 1,723 bilhão do ano anterior.

Embora junho tenha mostrado uma leve retração com 132,4 mil toneladas embarcadas (-3,5%) e US$ 312,8 milhões em receita (-8,4%), o desempenho geral do semestre destaca a robustez do setor de suinocultura no Brasil.

Ricardo Santin, presidente da ABPA, ressalta que, apesar do ajuste pontual em junho, os resultados do primeiro semestre atestam a força das exportações brasileiras de carne suína, refletindo um setor dinâmico e adaptável.

Evolução histórica

Nos últimos cinco anos, o Brasil tem ampliado sua presença no mercado internacional de carne suína:

  • 2022: 1,1 milhão de toneladas.
  • 2023: 1,25 milhão de toneladas.
  • 2024: 1,35 milhão de toneladas.
  • 2025: 1,44 milhão de toneladas.
  • 2026 (projeção): mais de 1,5 milhão de toneladas.

Esse crescimento contínuo evidencia a adaptabilidade do setor às exigências globais, impulsionado por investimentos em biossegurança, rastreabilidade e inovações tecnológicas.

Diversificação de destinos

As Filipinas continuam a ser o principal destino das exportações, com 23,5 mil toneladas em junho, apesar de uma queda de 30,4%. O Japão, por sua vez, apresentou um aumento de 33,8%, solidificando sua posição como um mercado estratégico. A Argentina também teve um desempenho notável, com uma alta de 46,5% nas compras.

A China, que há tempos ocupava a liderança como maior comprador, registrou uma redução de 26,5% em suas aquisições. Santin comenta que a China permanece como um parceiro importante, mas ressalta que o Brasil tem diversificado sua base de clientes, o que proporciona mais estabilidade ao setor.

Estados protagonistas

  • Santa Catarina: 65,2 mil toneladas (-6,9%).
  • Rio Grande do Sul: 31,4 mil toneladas (-4,7%).
  • Paraná: 20,7 mil toneladas (+3,2%).
  • Minas Gerais: 4,1 mil toneladas (+26,3%).
  • Mato Grosso: 4 mil toneladas (+23,3%).

Santa Catarina se mantém na liderança das exportações, beneficiada por seu status sanitário diferenciado, enquanto Minas Gerais e Mato Grosso emergem como novos polos de crescimento no setor.

Fatores estruturais

O desempenho positivo da suinocultura brasileira é sustentado por diversos fatores:

  • Reconhecimento internacional em sanidade.
  • Avanços em genética e tecnologia.
  • Câmbio favorável e uma logística eficiente.
  • Abertura de novos mercados na Ásia e América Latina.

Segundo Santin, o Brasil solidificou sua posição como um fornecedor confiável e competitivo, com perspectivas de crescimento contínuo focado em qualidade, sustentabilidade e inovação.

Perspectivas para 2027

Com a trajetória atual, o Brasil deve ultrapassar 1,5 milhão de toneladas em 2026 e já projeta uma expansão adicional para 2027. As expectativas incluem uma maior participação em mercados de alto valor agregado, como Japão, Coreia do Sul e México, além da consolidação na América Latina.

Os resultados acumulados reforçam a previsão de um novo ano histórico para a suinocultura brasileira, conforme conclui Santin.

Evolução das exportações de carne suína (2022–2026)

  • 2022

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