Hospitalizações por infecção respiratória aguda permanecem em nível de alerta no Rio Grande do Sul e em outros estados

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Boletim da Fiocruz alerta para crescimento de SRAG em diversas regiões do Brasil.

A mais recente edição do Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-SP) indica um aumento significativo na incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em vários Estados do Brasil, caracterizando um cenário de alerta. O Rio Grande do Sul figura entre as seis unidades federativas que apresentam uma tendência de crescimento no número de hospitalizações relacionadas a essa condição.

Além do Rio Grande do Sul, o aumento das hospitalizações é observado também em Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Roraima. O principal agente causador dessa elevação é o vírus sincicial respiratório (VSR), com a contribuição de vírus da influenza A e B em várias regiões.

Os dados referem-se à Semana Epidemiológica 25, que abrange o período de 6 a 27 de junho. O boletim nacional revela uma continuidade do crescimento dos casos de SRAG entre os idosos, enquanto as crianças menores de 2 anos apresentam uma interrupção nos casos, e há uma redução nas faixas etárias de 2 a 49 anos.

As autoridades de saúde alertam que ainda não é o momento de relaxar as medidas de proteção, uma vez que os níveis de SRAG permanecem altos em grande parte do País. Recomenda-se que a população mantenha as vacinas contra a gripe e a covid em dia, visando prevenir casos graves e evitar óbitos.

A Fiocruz enfatiza a importância de continuarem as medidas de proteção, como o uso de máscaras em unidades de saúde e em locais fechados com aglomeração. Em caso de sintomas de gripe ou resfriado, é aconselhável ficar em casa e evitar o contato com outras pessoas. Se a saída for inevitável, o uso de uma máscara eficaz é essencial.

Capitais em alerta

O estudo revelou que nove das 27 capitais brasileiras estão com nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco. As cidades afetadas incluem Porto Alegre, Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Rio de Janeiro e São Luís.

Nos últimos quatro weeks epidemiológicos, a análise dos casos positivos apontou que 14,5% eram de influenza A, 8,1% de influenza B, 55,2% de vírus sincicial respiratório, 23,1% de rinovírus e 2,1% de Sars-CoV-2. Em relação aos óbitos, as taxas para os mesmos vírus foram de 36,7% para influenza A, 13,1% para influenza B, 22,3% para VSR, 20,9% para rinovírus e 8,3% para Sars-CoV-2.

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