Exército desmente posse de duas armas de Bolsonaro e entrega mais seis
Exército entrega armas registradas em nome de ex-presidente à Polícia Federal
O Exército Brasileiro cumpriu a determinação do Supremo Tribunal Federal e entregou seis armas à Polícia Federal.
Essas armas estão registradas em nome do ex-presidente e foram entregues em um ofício que informou ainda que outras duas armas não estavam sob custódia da Força e seu paradeiro é desconhecido.
No total, o arsenal vinculado ao ex-presidente é composto por 11 armas. Destas, três já haviam sido entregues anteriormente e uma foi apreendida durante uma blitz no Distrito Federal.
Com isso, restavam oito armas pendentes de recolhimento. O caso começou a ganhar notoriedade após a apreensão de uma pistola com um militar do Exército responsável pela segurança do ex-presidente.
Quais armas foram entregues
De acordo com o Exército, foram entregues à Polícia Federal quatro pistolas, sendo três de uso restrito, uma espingarda e um fuzil, todos armazenados no Batalhão de Polícia do Exército de Brasília.
No entanto, uma pistola de calibre 9×19 mm e outra espingarda, também registradas em nome do ex-presidente, não foram localizadas na unidade militar.
O Comando do Exército comunicou ao STF que não possui essas armas e não tem informações sobre seu paradeiro, contradizendo a defesa do ex-presidente, que havia afirmado que todas as armas estavam sob guarda do Exército.
Origem da determinação
A entrega das armas foi ordenada após a apreensão de uma pistola registrada em nome do ex-presidente em uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal. A arma estava com um militar do Exército que faz parte da equipe de segurança de Bolsonaro.
Em depoimento, o ex-presidente confirmou ser o proprietário da arma e justificou que ela estava com o agente por questões de segurança, devido à presença de familiares em sua residência.
Esse incidente levou o ministro Alexandre de Moraes a suspender o Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador do ex-presidente, revogar seu porte de arma e determinar o recolhimento de todo o arsenal registrado em seu nome.
Apesar da defesa e da Procuradoria-Geral da República argumentarem que o caso não configurava um descumprimento grave das medidas cautelares, Moraes decidiu manter a prisão domiciliar e a entrega das armas à Polícia Federal.
Agora, o STF deverá deliberar sobre as medidas a serem tomadas para localizar os dois armamentos que ainda não têm paradeiro conhecido.
