Flávio Bolsonaro se posiciona contra tarifas e defende o uso do Pix em audiência nos Estados Unidos
Flávio Bolsonaro se manifesta contra tarifas propostas pelos EUA durante audiência no USTR.
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência pelo PL, se pronunciou nesta terça-feira (7) em audiência no USTR, abordando a nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Ele se distanciou de uma política que anteriormente serviu como ferramenta de pressão em defesa de seu pai.
O senador enfrenta um dilema entre a aliança ideológica com o presidente norte-americano e o descontentamento dos brasileiros em relação às tarifas impostas por Donald Trump no ano passado, que visavam prejudicar seu julgamento. A proposta atual, que se baseia na Seção 301 do estatuto comercial, foi introduzida após a Suprema Corte dos EUA derrubar a política anterior.
O USTR acusou o Brasil de práticas comerciais desleais e tomará uma decisão final até 15 de julho, após as audiências públicas, nas quais Flávio Bolsonaro participou. Durante seu discurso de cerca de quatro minutos, o senador fez acusações de censura e corrupção, ao mesmo tempo que defendeu o sistema de pagamento instantâneo, o Pix.
Ele afirmou que “o Pix não é um problema a ser resolvido, é uma solução”, destacando que o sistema, lançado durante o governo de seu pai, é visto por Washington como uma ameaça a empresas como Visa e Mastercard. A defesa do Pix reflete a busca por uma modernização nos métodos de pagamento, que se tornou popular no Brasil.
Bolsonaro também criticou o timing das novas tarifas, ressaltando que as eleições se aproximam e que o cenário político mudará drasticamente em 90 dias, quando ele pretende competir contra Luiz Inácio Lula da Silva, que se opõe à crescente influência de aliados de Trump na América Latina.
A proposta de tarifa, divulgada no início de junho, isentaria alguns produtos brasileiros, como carne bovina e café, mas ainda assim poderia impactar negativamente setores como calçados e pesca, afetando exportações e empregos. Várias associações comerciais, incluindo a Associação Brasileira da Indústria do Arroz e a Fiesp, também estão participando das audiências em Washington.
