Presidente eleito da Colômbia denuncia tentativa de golpe de Estado por parte de Petro
Tensão política marca a transição de poder na Colômbia
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, acusou o presidente em fim de mandato, Gustavo Petro, de tentar um “golpe de Estado”. Ele pediu às Forças Armadas que protejam a democracia e desobedeçam a ordens que visem desestabilizar o processo democrático.
A transferência de poder, marcada para 7 de agosto, ocorre em um clima de tensão crescente. De la Espriella, que venceu a eleição por uma margem apertada de menos de 1% sobre Iván Cepeda, candidato do governo, alega que a atual administração é corrupta e se recusa a aceitar o resultado do pleito.
Petro, que não reconhece a legitimidade da vitória de De la Espriella, afirmou que houve fraude eleitoral e convocou manifestações para o dia 20 de julho, quando se despedirá da presidência. De la Espriella, por sua vez, considera a transição uma “auditoria exaustiva” da gestão de Petro, apontando falhas no combate ao narcotráfico e na administração pública.
O novo presidente, admirador de Donald Trump, prometeu fortalecer a relação entre Colômbia e Estados Unidos, enquanto Petro e Trump têm visões opostas sobre questões como política migratória e combate ao narcotráfico.
Alegações de fraude e descontentamento popular
Petro e seus aliados, incluindo o senador Cepeda, expressam descontentamento com o novo governo, embora Cepeda tenha reconhecido o resultado eleitoral, declarando-se em “desobediência civil”. Observadores internacionais descartaram a possibilidade de manipulação nas eleições.
De la Espriella, que promete estimular o investimento privado e endurecer o combate a grupos armados, reflete um descontentamento popular com os esforços de paz de Petro, em um contexto de crescente violência no país.
O presidente eleito ameaça levar Petro e seus aliados a tribunais nos Estados Unidos, alegando que eles têm “medo” das consequências legais de suas ações, embora não tenha apresentado evidências concretas. As alegações de fraude, segundo ele, são uma tentativa de incitar a população.
A direita colombiana teme uma nova onda de protestos, semelhantes aos que ocorreram entre 2019 e 2021, que resultaram em dezenas de mortes durante os protestos apoiados por Petro contra o governo anterior de Iván Duque.
