Sanções dos EUA enfrentam colapso após China adquirir tecnologia crucial e pressionar gigante holandês a desmentir denúncia
Acusações sobre a China intensificam tensões globais na indústria de semicondutores
A China se posiciona como uma potência temida por grandes nações, especialmente os Estados Unidos, que a veem como sua principal rival tecnológica. Recentemente, surgiram suspeitas de que a China teria obtido uma máquina de litografia ultravioleta extrema (EUV), essencial para a fabricação de chips avançados, apesar das sanções rigorosas que os EUA impuseram desde 2019.
A acusação foi levantada por autoridades americanas e rapidamente negada pela fabricante holandesa ASML, responsável pela produção do equipamento. A empresa afirmou que todas as suas 340 máquinas EUV são monitoradas e que nunca exportou uma unidade para a China. A ASML também ressaltou que não enviou componentes específicos desse sistema ao país e que o transporte e a instalação são realizados exclusivamente por suas equipes.
Até o momento, a ASML declarou que o governo dos EUA não apresentou provas concretas que sustentem a acusação. O governo da Holanda, por sua vez, afirmou que está tratando a situação com seriedade, mas não abriu uma investigação formal devido à falta de evidências. Eles também confirmaram que seus controles de exportação seguem rigorosamente as restrições estabelecidas.
Especialistas sugerem que a polêmica pode não estar relacionada a uma máquina EUV completa, mas sim ao envio de componentes ou equipamentos DUV, uma tecnologia anterior que ainda pode ser comercializada em certas circunstâncias e representa uma parte significativa das vendas da ASML para a China.
Independentemente da veracidade das acusações, a situação ilustra um conflito mais amplo entre a China, os Estados Unidos e a Europa pelo controle da indústria de semicondutores, vital para o desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial. Os EUA têm intensificado restrições para limitar o acesso da China a tecnologias avançadas, visando desacelerar seu progresso em áreas estratégicas, enquanto a China investe para reduzir sua dependência tecnológica.
Entre as iniciativas chinesas estão o desenvolvimento de um protótipo nacional de máquina EUV, a meta de produzir chips com tecnologia própria e o aprimoramento de técnicas que utilizam máquinas DUV para fabricar semicondutores abaixo de 7 nanômetros, através do processo de multipatterning.
Essas estratégias geram preocupações nos Estados Unidos, pois permitem que fabricantes chinesas continuem a produzir chips avançados, mesmo sem acesso às máquinas EUV. O impasse também causa atritos entre os EUA e seus aliados europeus, que temem que medidas mais severas prejudiquem empresas estratégicas e provoquem retaliações comerciais por parte da China.
Em resposta, surgiu a proposta da MATCH Act, que visa ampliar as restrições não apenas à venda de novas máquinas DUV, mas também ao fornecimento de peças e manutenção para equipamentos já operando na China. Essa legislação também exige que países aliados dos EUA controlem suas exportações, sob pena de sanções. Contudo, o governo holandês vê essa abordagem como um risco à soberania econômica dos aliados e uma pressão adicional sobre as empresas europeias.
