Grupo Sinos se destaca como representante da comunidade

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Grupo Sinos: Uma trajetória de transformação e conexão com a comunidade.

A memória da história do Grupo Sinos se revela logo na entrada de sua sede em Novo Hamburgo. O visitante é convidado a percorrer um corredor que exibe totens, fotografias e objetos que refletem as diversas fases da comunicação da empresa. Este espaço não é apenas uma homenagem ao passado, mas uma introdução ao papel contínuo que o jornalismo desempenha na sociedade.

No primeiro totem, um abaixo-assinado da década de 1990 destaca a mobilização da comunidade contra a implantação de um pedágio. Através do jornal, a população encontrou um canal para expressar suas preocupações e lutar por mudanças significativas em sua rotina.

Mais adiante, a primeira manchete do Jornal São Leopoldo destaca a necessidade de um serviço automático de telefonia. Equipamentos antigos, como fax e telex, lembram que, embora a tecnologia evolua, a missão de informar se mantém inalterada.

O diretor executivo, Igor Müller, enfatiza que o papel do Grupo Sinos vai além de reportar notícias. A empresa busca ser um mediador entre as diversas vozes da comunidade, promovendo um diálogo entre empresários, autoridades e cidadãos. Essa função é comparada a ser o juiz de uma partida, garantindo que todos tenham a chance de se expressar.

Ao adentrar a redação, a amplitude do espaço impressiona. Um salão iluminado abriga uma equipe diversificada de jornalistas, editores e produtores, todos trabalhando em conjunto. As mesas organizadas em ilhas de trabalho refletem a dinâmica colaborativa que caracteriza a produção de conteúdo.

Enquanto uma jornalista grava um boletim para a rádio, outros profissionais editam vídeos e monitoram o desempenho das reportagens nas redes sociais. Na redação, a convergência de mídias se torna uma prática diária, em que todos os jornalistas são incentivados a pensar em múltiplas plataformas.

Transformações na redação não são apenas impulsionadas pela tecnologia, mas também pelas pessoas que a compõem. Arlete Biasibetti, com 28 anos de experiência, coordena a chefia de reportagem e destaca a importância de desenvolver um olhar crítico e adaptável às mudanças no jornalismo.

A redação é um espaço intergeracional, onde jovens profissionais trazem conhecimento tecnológico e energia, enquanto os mais experientes oferecem orientação em situações desafiadoras. Essa troca de saberes enriquece a produção de conteúdo e fortalece o compromisso com o leitor.

Dionata Rafael Allgayer, um jovem jornalista, recorda sua primeira grande cobertura durante a enchente de 2024. Essa experiência o moldou rapidamente, e hoje ele se dedica a entender como melhorar a entrega de conteúdo nas redes sociais, reconhecendo o impacto das reportagens na vida das pessoas.

A integração da redação reflete uma mudança significativa na estrutura do Grupo Sinos. Com a fusão de diversos jornais e plataformas, a produção de conteúdo se tornou colaborativa, permitindo que as pautas circulem entre diferentes mídias e alcancem uma audiência mais ampla.

Durante a pandemia, a empresa identificou que os leitores desejavam acessar notícias de diferentes regiões, levando à criação da plataforma digital ABC+. Essa evolução foi feita com o respeito ao legado das marcas, buscando equilibrar inovação e tradição.

A redação opera em um ritmo acelerado, começando suas atividades antes das seis da manhã e se estendendo até a meia-noite. Em situações de emergência, a equipe se mobiliza rapidamente para garantir que as informações cheguem ao público sem interrupções.

Ao retornar ao corredor da memória, os objetos expostos ganham um novo significado, representando a evolução constante da empresa. As notícias agora circulam em formatos variados, como vídeos e mensagens, e o Grupo Sinos se mantém atento às transformações do jornalismo.

O diretor executivo reafirma a missão de informar e conectar a comunidade, buscando sempre dar voz a todos os setores da sociedade. A essência do Grupo Sinos permanece a mesma, mesmo com as mudanças ao longo das décadas. Igor Müller resume essa continuidade: “Na prática, a essência é a mesma. O que mudou foi o tamanho.”

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