Marinho afirma que Flávio terá o dobro de palanques eleitorais em comparação ao pai
Rogério Marinho projeta ampliação de palanques para Flávio Bolsonaro em 2026.
O líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho, revelou que Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, deverá contar com significativamente mais palanques estaduais nas próximas eleições. A expectativa é de que o número de apoios ultrapasse o dobro dos 10 estados que apoiaram Jair Bolsonaro em 2022.
A declaração foi feita após uma reunião em Brasília entre dirigentes do PL e do Republicanos, onde o foco foi discutir uma possível aliança para as eleições de 2026. Marinho enfatizou a importância de ampliar o arco de alianças e destacou que as negociações estaduais precisam ser resolvidas antes das convenções partidárias.
O senador expressou otimismo em relação à construção de uma coligação nacional com o Republicanos, mas ressaltou que os acordos regionais são fundamentais para o sucesso dessa articulação. Ele afirmou que as conversas estão em andamento, mas não pode garantir resultados, uma vez que não ocupa a presidência do Republicanos.
O encontro contou com a presença de figuras importantes do PL e do Republicanos, incluindo Valdemar Costa Neto e Marcos Pereira, além de senadores e deputados federais das duas legendas. Após a reunião, Magno Malta, do PL, comentou que as conversas avançaram, mas que as definições ainda dependem das particularidades de cada estado.
No Espírito Santo, por exemplo, o PL está considerando apoiar a candidatura do prefeito Lorenzo Pazolini ao governo estadual, embora as discussões sobre a composição para o Senado ainda estejam em andamento.
Magno Malta também propôs que a coligação se baseie em pautas comuns, como a anistia aos condenados pelos eventos de 8 de janeiro, questões de costumes e críticas ao Supremo Tribunal Federal. Alan Rick, do Republicanos, avaliou o encontro como positivo e destacou que o diálogo entre as legendas deve continuar nas próximas semanas.
APROXIMAÇÃO ENTRE PL E REPUBLICANOS
As negociações entre PL e Republicanos estão se intensificando, especialmente em relação a pautas prioritárias da direita no Congresso. Recentemente, o presidente da Câmara oficializou a presidência da comissão que analisará a proposta de redução da maioridade penal, um tema controverso que está sendo discutido com atenção.
A instalação da comissão está prevista para a segunda semana de agosto e a proposta, que sugere a redução da idade de responsabilização penal de 18 para 16 anos, já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça. No entanto, a expectativa é que a PEC não seja votada no plenário antes das eleições, devido à sua sensibilidade.
A proposta de redução da maioridade penal foi inicialmente incluída em uma PEC mais ampla de Segurança Pública, mas foi retirada para permitir que o tema tramitar separadamente, evitando conflitos com as prioridades do governo atual na área de segurança pública.
