PL avança em negociações para garantir apoio do Republicanos à campanha de Flávio Bolsonaro

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Partido Liberal busca aliança com Republicanos para fortalecer candidatura presidencial.

O Partido Liberal (PL) está progredindo nas negociações para assegurar o apoio do Republicanos à candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

Na quarta-feira, 8, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o coordenador-geral da pré-campanha presidencial, senador Rogério Marinho, se reuniram com lideranças do Republicanos para discutir a aliança.

O Republicanos busca apoio do PL em campanhas para o governo e o Senado em diversos Estados, em troca de apoio à candidatura de Flávio ao Palácio do Planalto. As siglas estão tentando estabelecer acordos em locais como Acre, Espírito Santo, Mato Grosso, Roraima e Minas Gerais.

Em outros Estados, as duas legendas podem seguir caminhos separados ou já estão unidas, como em São Paulo, onde o governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, foi eleito com votos oriundos do então presidente Jair Bolsonaro. Apesar de desavenças, ambas as partes mantêm uma aliança no Estado.

Marinho comentou sobre a importância de ampliar a base de apoio antes da convenção marcada para 25 de julho, buscando resolver questões referentes aos palanques regionais.

Marcos Pereira, presidente do Republicanos, participou das discussões na sede do PL, onde se reuniram com políticos de diferentes Estados para identificar os obstáculos nas coligações locais.

Entre os participantes, estavam o senador Allan Rick e o deputado federal Roberto Duarte, ambos do Republicanos no Acre, além da equipe do senador Márcio Bittar, que busca reeleição.

No Espírito Santo, o senador Magno Malta e sua filha, Maguinha Malta, discutiram sobre o alinhamento de discursos, defendendo a anistia ampla aos condenados do 8 de Janeiro e criticando o Supremo Tribunal Federal (STF) por sua atuação contra conservadores.

Malta enfatizou a necessidade de um discurso unificado, que inclua a defesa de aliados e a crítica à perseguição política, sugerindo que a postura de Tarcísio deve servir como exemplo para os correligionários.

Valdemar expressou confiança de que partidos como PP, Republicanos e Podemos estarão ao lado de Flávio nas próximas eleições. As negociações continuarão nos próximos dias, uma vez que, em 2022, Bolsonaro já contava com o Republicanos e o PP em sua coligação, mas até o momento Flávio não formalizou acordos com nenhuma sigla.

Caso Michelle Bolsonaro

A vereadora de Fortaleza e vice-presidente nacional do PL Mulher, Priscila Costa, se reuniu com a liderança do partido para discutir sua situação no Ceará.

Priscila é central em uma crise entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e Flávio, após Michelle divulgar um vídeo criticando o enteado por desrespeito em meio a divergências eleitorais no Ceará.

Michelle defende a candidatura de Priscila ao Senado, enquanto o deputado federal André Fernandes, que lidera o PL no Ceará, pretende lançar seu pai a uma das vagas e reservar a outra para um indicado por Ciro Gomes, com quem se aliou para derrotar o PT no Estado.

Enquanto os grupos de Michelle e André disputam influência no Ceará, Marinho sugeriu que Priscila poderia se candidatar a um cargo diferente, como a Câmara dos Deputados.

“Em um partido grande como o PL, haverá múltiplas pretensões para diferentes cargos. Precisamos formar alianças para vencer as eleições. A colaboração com Ciro está avançando. Priscila é candidata, mas não necessariamente ao Senado”, afirmou Marinho.

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