Ex-atleta olímpico se defende de acusações de vandalismo no polêmico espelho d’água de Trump

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Tinta começa a descascar em espelho d’água do Lincoln Memorial dias após reforma

O ex-canoísta olímpico David Hearn, de 67 anos, se declarou inocente da acusação de vandalizar o Espelho d’Água do Memorial Lincoln, localizado em Washington. A denúncia foi apresentada em um contexto de polêmica em torno da recente reforma do monumento.

O Memorial, que passou por uma reforma significativa, chamou a atenção do presidente dos Estados Unidos, que acusou Hearn de sabotar as obras. A reforma, que teve um custo de US$ 14,7 milhões, incluiu a aplicação de um revestimento azul no fundo do espelho d’água, inspirado nas cores da bandeira americana.

Hearn enfrenta uma acusação de destruição de patrimônio público, que pode resultar em até dez anos de prisão. Segundo a Promotoria Federal, o ex-atleta teria danificado uma área de aproximadamente 0,2 metro quadrado, resultando em um prejuízo superior a US$ 1 mil.

A acusação foi formalizada pela procuradora federal do Distrito de Columbia, que foi indicada pelo presidente. O espelho d’água, um dos principais pontos turísticos da cidade, rapidamente se tornou alvo de críticas após a reforma. Poucos dias após a reinauguração, a água do espelho d’água ficou esverdeada devido ao crescimento de algas, e partes do revestimento começaram a se desprender.

O presidente atribuiu os problemas a atos de vandalismo, alegando que produtos químicos foram lançados na água e que o revestimento foi cortado em várias partes. A defesa de Hearn argumenta que o governo está usando o caso como uma distração para as falhas na reforma, afirmando que o ex-atleta apenas tocou em um pedaço do revestimento que já estava solto enquanto passava de bicicleta.

Após a reforma, o Departamento do Interior prendeu pelo menos seis pessoas suspeitas de vandalismo na área. O governo também mobilizou a Guarda Nacional e a Polícia de Parques para aumentar a segurança do monumento, que ficou interditado durante as celebrações do feriado de 4 de julho.

Apesar das medidas de segurança, o presidente afirmou que o espelho d’água precisará ser esvaziado novamente para reparos adicionais.

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