Médico acusado de homicídio de pacientes será julgado no Rio Grande do Sul

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Justiça do Rio Grande do Sul aceita denúncia contra médico por homicídios qualificados.

A Justiça do Rio Grande do Sul decidiu que o médico João Batista do Couto Neto será julgado pelo Tribunal do Júri, aceitando parcialmente a denúncia do Ministério Público (MP). A acusação envolve seis homicídios qualificados de pacientes.

Ainda não há data definida para o julgamento. O cirurgião enfrenta acusações graves, incluindo homicídios por motivo torpe e meio cruel, com a possibilidade de pena aumentada, visto que cinco das seis vítimas eram maiores de 60 anos.

Conforme a denúncia do MP, João teria cometido “omissão dolosa” ao não seguir as técnicas e protocolos médicos apropriados durante as cirurgias e no acompanhamento pós-operatório.

As ações do médico supostamente levaram a complicações clínicas severas, como sepse e disfunção de múltiplos órgãos, resultando na morte de quatro homens e duas mulheres, com idades entre 55 e 80 anos, entre 2010 e 2022. Apesar da gravidade das acusações, a Justiça permitiu que o réu aguardasse o julgamento em liberdade, mas impôs medidas cautelares.

Entre as restrições, estão a suspensão integral do exercício da medicina, proibição de sair da Comarca de Novo Hamburgo sem autorização judicial, e a proibição de contato com as supostas vítimas, familiares e testemunhas do processo. Também é vedada a frequência em qualquer estabelecimento médico, exceto na condição de paciente.

O advogado do médico, Brunno de Lia Pires, declarou que irá recorrer da decisão, a qual recebeu com tranquilidade. A situação continua a ser monitorada pelas autoridades competentes.

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