Estaleiro Rio Grande se reinventa com 11 mil toneladas de aço e geração de 5 mil empregos

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Chegada do insumo marca retomada histórica e reposiciona o Rio Grande do Sul como potência na construção naval brasileira

O Estaleiro Rio Grande vive um momento decisivo que recoloca o Rio Grande do Sul no centro da indústria naval nacional. Recentemente, o complexo recebeu 11 mil toneladas de aço provenientes da Indonésia, destinadas à construção de quatro navios do tipo Handymax, contratados pela Transpetro dentro do Programa Mar Aberto, que visa renovar e ampliar a frota da Petrobras.

Esse aço será utilizado para a fabricação dos cascos das embarcações, com capacidade entre 15 mil e 18 mil toneladas de porte bruto (TPB). Os navios serão encarregados do transporte de derivados claros de petróleo, como diesel marítimo, diesel S10, diesel S500 e gasolina de aviação, ao longo da costa brasileira. O processamento do aço já começou em abril e mobiliza atualmente cerca de 500 profissionais, com a expectativa de que esse número cresça gradualmente, alcançando até 5 mil empregos diretos e indiretos à medida que as obras avançam.

Mais de 50% dos equipamentos necessários para a construção dos Handymax já foram adquiridos e chegarão conforme o cronograma estabelecido com a Transpetro. A chegada do aço foi acompanhada por representantes da estatal, que inspecionaram o parque industrial e discutiram os próximos passos do projeto.

Robson Passos, CEO da Ecovix, afirmou que “é um marco importante para a construção, que segue avançando de maneira consistente para estes primeiros quatro navios. Somado aos outros contratos com a Transpetro, o Estaleiro da Ecovix terá cada vez mais movimento e um maior volume de contratações”.

Reconhecido como o maior estaleiro da América Latina, o local retoma seu protagonismo após anos de instabilidade. Os contratos com a Transpetro incluem 13 embarcações — quatro Handymax, cinco navios-tanque pressurizados para transporte de GLP e derivados, e quatro da classe MR1 (Medium Range) — com investimentos superando US$ 690 milhões.

A movimentação de aço e equipamentos impulsiona várias cadeias produtivas locais, como metalurgia, logística, comércio e serviços. Estimativas indicam que o pico de contratações diretas pode atingir 1,4 mil trabalhadores entre 2026 e 2027, gerando efeitos positivos sobre a economia regional.

A retomada da construção naval fortalece a cabotagem, reduz custos logísticos e amplia a autonomia da frota nacional. Especialistas do setor portuário afirmam que o Rio Grande do Sul pode se consolidar como um hub logístico e industrial na América Latina, aproveitando sua infraestrutura e localização estratégica.

Com a chegada das 11 mil toneladas de aço e o progresso das obras, o Estaleiro Rio Grande reafirma sua importância estratégica para o Brasil. A combinação de tecnologia, mão de obra especializada e contratos de longo prazo projeta um futuro estável e promissor, consolidando o estado como protagonista na construção naval e na logística marítima nacional.

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