Cerca de 85% dos brasileiros temem golpes online, mas quase 50% realizam compras sem checar a segurança dos sites
Estudo revela que 47% dos brasileiros compram em promoções sem checar a segurança dos sites
Uma pesquisa recente aponta que 47% dos consumidores no Brasil finalizam compras durante promoções-relâmpago sem verificar a segurança dos sites. Este dado ressalta a vulnerabilidade dos usuários, especialmente considerando que 85% dos entrevistados expressam receio em relação a fraudes online.
O medo de fraudes não impede que a urgência das promoções influencie decisões de compra. O tempo limitado para aproveitar ofertas faz com que muitos consumidores priorizem a ação em detrimento da segurança.
A urgência funciona porque o cérebro não gosta de perder
O conceito de urgência é amplamente utilizado no varejo e se intensificou no ambiente digital. Promoções com prazos curtos transformam a compra em uma questão de não perder uma oportunidade, fazendo com que os consumidores deixem de lado a verificação de segurança.
O estudo revela que quase 80% dos consumidores são fortemente influenciados por ofertas-relâmpago recebidas via e-mail, aplicativos ou marketplaces. Datas como a Black Friday e o período de festas de fim de ano são especialmente críticas, representando uma fatia significativa das compras anuais.
Esses períodos de alta demanda criam um cenário propício para fraudes, onde páginas falsas podem facilmente ser confundidas com sites legítimos.
Metade dos entrevistados troca dado pessoal por desconto
Além disso, 51% dos consumidores estão dispostos a compartilhar dados pessoais em troca de benefícios como descontos ou frete grátis. Essa disposição explica a eficácia de golpes que visam a coleta de dados, já que os criminosos não precisam invadir sistemas, mas apenas oferecer algo atraente.
Os fatores que mais influenciam a decisão de compra incluem ofertas promocionais (25%), variedade de produtos (22%) e conveniência (20%). Quase 90% dos entrevistados são impactados por avaliações positivas de outros clientes, enquanto mais de dois terços se deixam levar por conteúdo de marcas nas redes sociais.
Entretanto, é importante notar que avaliações de clientes podem ser facilmente manipuladas em lojas fraudulentas.
Compra no celular, pagamento instantâneo, reversão difícil
O comportamento de compra no Brasil é caracterizado como mobile first, com 41% dos consumidores utilizando smartphones como principal canal de compras. A maioria, 80%, opta por pagamentos com cartão de crédito ou Pix.
Essa combinação levanta preocupações sobre segurança. O Pix, sendo um sistema de pagamento instantâneo, não permite a mesma contestação que um pagamento com cartão, aumentando o risco de fraudes, pois as transações são finalizadas em segundos.
As categorias de produtos mais adquiridos no último ano incluem roupas e vestuário (64%), beleza e cuidados pessoais (49%) e eletrônicos (31%).
Três em cada quatro já foram vítimas ou conhecem alguém que foi
Quase 75% dos entrevistados relataram ter sido vítimas de fraudes ou conhecer alguém que passou pela mesma situação. Os principais incidentes incluem compras não entregues (46%), golpes de falso atendimento ao cliente (41%) e clonagem de cartão de crédito (29%).
O estudo também menciona a possibilidade de comprometimento de dispositivos, embora não especifique um percentual exato, o que demanda uma análise mais detalhada.
O acesso não autorizado a contas bancárias é o risco mais alarmante, com 45% dos entrevistados indicando essa preocupação.
O que o consumidor quer é que a plataforma cuide disso por ele
Um dos achados mais significativos do estudo é que os consumidores desejam que as empresas adotem medidas de proteção. Entre as solicitações estão notificações de transação em tempo real (67%), políticas claras de reembolso em caso de fraude (57%) e autenticação em dois fatores (53%).
Isso indica que os consumidores preferem que a segurança seja garantida sem a necessidade de vigilância constante, transferindo a responsabilidade para as plataformas de venda.
“As decisões de compra são cada vez mais influenciadas por estímulos em tempo real, como avaliações de clientes e ofertas por tempo limitado. Esses fatores encurtam o caminho até a compra e criam um senso de urgência em momentos importantes para o varejo. Por isso, as marcas precisam equilibrar velocidade e confiança para permanecer competitivas e, ao mesmo tempo, proteger os consumidores durante
