Produtor de soja busca melhores cotações diante da estabilidade nos preços

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Mercado brasileiro de soja apresenta preços firmes, mas produtores aguardam melhores cotações.

O mercado brasileiro de soja teve um início de semana com preços bastante estáveis. Contudo, a movimentação de grandes volumes foi escassa, com muitos produtores esperando por cotações ainda mais vantajosas.

O analista do setor destaca que o Paraná foi um dos estados com preços mais elevados, além de haver indicações positivas em Goiás, especialmente na região de Rio Verde, e também em Minas Gerais. Essas áreas estão apresentando valores bem acima da paridade, o que é um fator positivo para os produtores.

A Bolsa de Chicago continua a apresentar um cenário favorável, impulsionada pela alta do dólar e pela sustentação dos prêmios. Esse conjunto de variáveis contribui para que o cenário interno permaneça favorável aos preços da soja.

No mercado físico, os preços da soja sofreram algumas alterações, conforme listado a seguir:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 136,00 para R$ 137,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 122,00 para R$ 123,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 123,00 para R$ 124,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 124,00 para R$ 126,00
  • Paranaguá (PR): foi de R$ 141,00 para R$ 142,00
  • Rio Grande (RS): as cotações evoluíram de R$ 141,00 para R$ 142,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta, impulsionados pela valorização do petróleo no mercado internacional, além de indícios de uma demanda aquecida pela soja americana. As preocupações com o clima, incluindo altas temperaturas e seca nos Estados Unidos, também ajudaram a sustentar os preços.

As cotações do petróleo subiram quase 10% no fechamento em Chicago, após anúncios do presidente dos Estados Unidos sobre a cobrança de pedágio no estreito de Ormuz, o que criou um clima de tensão no Oriente Médio e impactou positivamente outras commodities.

Além disso, os exportadores norte-americanos comunicaram a venda de 136.000 toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a temporada 2026/27. As inspeções de exportação de soja dos EUA também mostraram números positivos, atingindo 418.592 toneladas na semana encerrada em 9 de julho.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto encerraram com uma alta de 5,00 centavos de dólar, equivalendo a 0,41%, fixando-se em US$ 11,96 3/4 por bushel. Para a posição novembro, a cotação foi de US$ 11,94 3/4 por bushel, com um aumento de 4,00 centavos de dólar ou 0,33%.

Nos subprodutos, a posição de agosto do farelo teve uma queda de US$ 3,20 ou 0,99%, fechando a US$ 317,20 por tonelada. Já o óleo de soja viu seus contratos para agosto alcançarem 72,82 centavos de dólar, com um ganho de 2,36 centavos ou 3,34%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com uma alta de 0,48%, sendo negociado a R$ 5,1318 para venda e a R$ 5,1298 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1088 e a máxima de R$ 5,1393.

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