Rússia lança 71 mísseis e 450 drones em ataque temido pela Ucrânia no dia mais frio do ano

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Ucrânia enfrenta nova ofensiva russa em meio ao rigoroso inverno

Com temperaturas chegando a -20°C, a Ucrânia sofreu uma nova e intensa ofensiva russa, que teve como alvo principal sua infraestrutura de energia. Durante a madrugada, mísseis e drones foram lançados em várias cidades, incluindo Kyiv, Kharkiv, Dnipro e Odesa, encerrando uma breve trégua que havia sido negociada anteriormente.

As autoridades ucranianas relataram que o ataque envolveu 71 mísseis e 450 drones, com destaque para os drones Shahed, resultando em danos significativos a prédios residenciais, usinas térmicas e sistemas de aquecimento. O presidente Volodymyr Zelensky classificou a ofensiva como um ato deliberado, aproveitando as condições climáticas severas para aumentar a pressão sobre a população e complicar o fornecimento de eletricidade.

A ofensiva russa não se limitou a ataques pontuais. De acordo com a Força Aérea da Ucrânia, diversos mísseis balísticos e armamentos avançados conseguiram atravessar a defesa antiaérea, atingindo alvos críticos e urbanos. Em Kyiv, explosões em sequência causaram feridos e danos em residências, além de incêndios e interrupções no fornecimento de energia.

O impacto da ofensiva se estendeu para outras regiões. Em Kharkiv, centenas de prédios ficaram sem aquecimento devido aos danos em sistemas essenciais. Em Odesa, milhares de moradores enfrentaram cortes temporários de eletricidade. Empresas de energia confirmaram ataques a usinas térmicas, parte de uma estratégia russa que visa desestabilizar a infraestrutura vital durante o inverno rigoroso, aumentando a pressão social e logística sobre os civis.

As consequências da ofensiva também se refletiram na diplomacia ucraniana. O presidente Zelensky afirmou que o Exército russo utilizou a suposta trégua para acumular mísseis e lançar ataques nos dias mais frios. Após o ataque, ele reiterou a necessidade de reforço na defesa aérea e anunciou ajustes na equipe de negociação antes da próxima rodada de diálogos, que ocorreu em Abu Dhabi, com a participação de representantes da Ucrânia, Rússia e Estados Unidos.

A nova rodada de negociações trilaterais começou sem avanços significativos. As discussões se concentraram nas exigências russas de retirada das tropas ucranianas de áreas estratégicas, como Donetsk, e sobre o futuro da usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, atualmente sob controle russo. Kiev reafirmou sua posição de não aceitar retiradas unilaterais, defendendo que o conflito deve ser congelado na linha de frente atual.

Esses eventos ressaltam a complexidade da guerra híbrida na Ucrânia, que combina combate físico, impacto sobre civis e influência política, tudo isso em meio a condições climáticas extremas. Pesquisas indicam que a maioria dos ucranianos se opõe a acordos que impliquem em ceder território à Rússia, o que aumenta a tensão nas negociações futuras.

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