Inteligência Artificial é implementada na rede pública de saúde de Bebedouro para auxiliar decisões clínicas

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Prefeitura de Bebedouro implementa IA Med para otimizar atendimento na saúde municipal.

A Prefeitura de Bebedouro deu início à implementação de uma plataforma de inteligência artificial multimodal, destinada a apoiar os profissionais da rede municipal de saúde. A solução, denominada IA Med, foi desenvolvida pela MultiCortex com tecnologia da Intel e tem como objetivo auxiliar na análise de informações clínicas, imagens médicas e referências científicas.

No primeiro momento, a iniciativa será implantada em unidades de saúde do município, com um plano de expansão gradual. Após essa fase inicial, o projeto prevê a adoção da tecnologia em 12 novas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e a avaliação de sua aplicação no hospital regional.

A plataforma atua como um copiloto clínico para médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde. Em um único ambiente, ela integra um chat especializado em medicina baseada em evidências, consulta a protocolos assistenciais, leitura de radiografias e tomografias, além da análise de imagens dermatológicas.

O intuito é reduzir o tempo gasto na busca por referências, organizar informações relevantes para o atendimento e apoiar a tomada de decisões em casos clínicos complexos. A responsabilidade pela decisão final, no entanto, continua a ser dos profissionais de saúde.

Para os pacientes, a expectativa é que a jornada de atendimento se torne mais ágil e fundamentada em informações clínicas atualizadas. A proposta também visa aumentar a capacidade da rede em um contexto de alta demanda e sobrecarga das equipes.

Arquitetura mantém dados sob controle da rede

Um dos principais focos do projeto é a proteção das informações de saúde. A IA Med utiliza uma arquitetura privativa, projetada para garantir que os dados permaneçam sob controle da instituição, evitando o envio de informações sensíveis para servidores externos.

A estrutura atende aos requisitos da Lei Geral de Proteção de Dados e combina computação heterogênea com tecnologias Intel. A proposta é oferecer desempenho, segurança e previsibilidade operacional em um ambiente considerado sensível.

“A inteligência artificial gera impacto real quando consegue ser integrada à rotina das pessoas. Na saúde pública, isso significa apoiar quem está na linha de frente, fortalecer a capacidade de atendimento das redes municipais e facilitar o acesso a informações de qualidade de forma ágil e segura. Este projeto demonstra como a tecnologia pode ser aplicada de maneira responsável, focando em eficiência, privacidade e benefícios diretos para a sociedade”, afirma um especialista da área.

Ao minimizar a dependência de servidores externos, a arquitetura também busca aumentar a soberania sobre os dados e facilitar a adoção de inteligência artificial em instituições tanto públicas quanto privadas.

“Nosso objetivo é colocar a inteligência artificial a serviço dos profissionais de saúde. A IA Med foi concebida para fornecer informação qualificada, segurança de dados e capacidade de análise multimodal, sempre mantendo a decisão clínica sob responsabilidade humana”, destaca um representante da MultiCortex.

Projeto terá resultados acompanhados por métricas

Além da expansão para novas unidades, o projeto inclui a coleta de indicadores quantitativos para avaliar os impactos da plataforma. As métricas deverão medir ganhos operacionais, assistenciais e a qualidade do atendimento à população.

“A saúde pública necessita de soluções tecnológicas que sejam avançadas, seguras e que se adequem à realidade das equipes de atendimento. Com a IA Med, buscamos demonstrar que é possível aplicar inteligência artificial de forma responsável, especializada e com foco na melhoria da rotina clínica e na experiência dos cidadãos que dependem da rede pública”, afirma um dos parceiros do projeto.

A plataforma foi desenvolvida para atender instituições públicas e privadas e pode ser adaptada a diferentes necessidades. Entre suas características, destacam-se a especialização em saúde, a análise multimodal, a arquitetura privativa, os mecanismos de segurança, a conformidade com a LGPD e a geração de indicadores para monitoramento dos resultados.

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