Desenrola e debate sobre escala 6×1 contribuem para aumento na aprovação de Lula, aponta Quaest
Aprovação do governo Lula cresce com programas de economia popular.
Os programas implementados pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva têm contribuído para um aumento na aprovação da gestão petista, especialmente com a aproximação da campanha pela reeleição.
Recentemente, uma pesquisa revelou que a aprovação do governo atingiu 48%, o melhor índice desde o final de 2024, superando a desaprovação que ficou em 47%. O percentual de entrevistados que não souberam ou preferiram não responder se manteve em 5%, com uma margem de erro de dois pontos percentuais.
Desde abril, a aprovação do governo vem apresentando um crescimento contínuo, com um aumento de cinco pontos percentuais. Especialistas apontam que essa melhoria se deve à entrega de resultados satisfatórios a um eleitorado específico.
Entre as ações que têm gerado impacto positivo estão a redução do endividamento por meio do programa Desenrola, a expectativa de melhores condições de trabalho com a proposta da jornada 6×1 e a elevação do padrão de vida, especialmente com o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda.
Essas iniciativas têm alcançado principalmente eleitores independentes, que não se identificam nem com o bolsonarismo nem com o lulismo, mostrando uma tendência mais pragmática do que ideológica.
Dados de outra pesquisa corroboram essa percepção, indicando que a quantidade de brasileiros pessimistas em relação à economia diminuiu significativamente. A melhora na percepção econômica é atribuída, em parte, ao programa Desenrola, que foi lançado no início de maio, e a estímulos econômicos em um ano eleitoral.
A pesquisa também revelou que a aprovação do governo não apresentou grandes oscilações em nenhum segmento, mas houve avanços em diversos deles, especialmente entre os jovens, que se mostraram mais favoráveis à discussão sobre a jornada 6×1.
O setor de renda média também percebeu uma melhora, relacionada à reforma do Imposto de Renda, que trouxe benefícios para um número crescente de contribuintes. A pesquisa mostrou que a percepção de aumento de renda subiu entre os entrevistados.
Em relação ao Novo Desenrola, a aceitação do programa aumentou, com 55% dos entrevistados considerando a iniciativa uma boa ideia, refletindo uma leve melhora em comparação a meses anteriores. Além disso, a porcentagem de pessoas que relataram não ter dívidas também cresceu.
O programa é direcionado a trabalhadores com rendimentos de até cinco salários mínimos e permite a renegociação de dívidas atrasadas, abrangendo diversos tipos de crédito.
Quanto à jornada de trabalho, a proporção de pessoas favoráveis à redução da carga horária se manteve estável, com um leve aumento no apoio à ideia ao longo do último ano, enquanto a rejeição diminuiu.
INTENÇÕES DE VOTO
Em um possível segundo turno, Lula teria uma vantagem de oito pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro, com 45% contra 37%. Os votos brancos, nulos e indecisos totalizam 18% do eleitorado.
A pesquisa mostrou que Lula obteve um aumento de apoio entre eleitores da esquerda não lulista e uma leve oscilação entre os independentes, enquanto Flávio Bolsonaro viu sua popularidade diminuir em diversos segmentos.
Esses resultados são atribuídos a falhas na campanha de Bolsonaro e à percepção crescente de que Lula tem chances reais de vencer a eleição. A direita não bolsonarista parece estar reconsiderando seu apoio ao candidato, buscando alternativas ainda não definidas.
