Governo Lula reage à tarifa de 25% anunciada pelos EUA com críticas à família Bolsonaro e destaca a importância da reciprocidade

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Governo brasileiro repudia novas tarifas dos EUA e anuncia contramedidas

O governo Lula manifestou descontentamento na madrugada de quinta-feira, 16, em relação à decisão dos Estados Unidos de aplicar novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. As autoridades brasileiras argumentam que, considerando o superávit comercial dos EUA com o Brasil, não há justificativa para tais medidas.

Em resposta, o Brasil dará início aos procedimentos para ativar a Lei de Reciprocidade, aprovada em 2025, que permite ao país adotar contramedidas em face de ações unilaterais que comprometam sua competitividade. Isso pode incluir tarifas sobre importações, suspensão de concessões comerciais e medidas relacionadas à propriedade intelectual.

Além disso, o governo brasileiro planeja discutir o assunto no mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio. A administração também se comprometeu a diversificar mercados e apoiar os setores afetados por meio do Plano Brasil Soberano.

Em nota, a Secretaria de Comunicação Social destacou que o Brasil não reconhece a legitimidade de investigações que não se baseiam nas regras do comércio multilateral. Apesar disso, o governo reafirma seu compromisso com a negociação para proteger os interesses nacionais.

Nos últimos meses, o governo brasileiro tem trabalhado junto ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos para encerrar investigações baseadas na Seção 301, apresentando evidências que contestam as alegações de práticas desleais de comércio atribuídas ao Brasil.

As acusações relacionadas ao sistema de pagamentos Pix e à regulação de plataformas digitais foram consideradas infundadas. O governo também classificou as alegações sobre desmatamento como absurdas.

O comunicado ainda menciona a atuação da família Bolsonaro e critica aqueles que apoiam as tarifas, rotulando-os como “falsos patriotas” motivados por interesses eleitorais. A nota enfatiza que proteger a soberania do Brasil é uma responsabilidade que transcende partidos e tendências políticas.

A imposição das tarifas representa um revés para os esforços do governo Lula e de entidades empresariais dos dois países que tentavam evitar uma escalada nas tensões comerciais. O impacto real das novas tarifas dependerá da definição dos produtos afetados e das possíveis exceções, com carne e café, por exemplo, inicialmente excluídos.

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