Governo Lula publica nota contra tarifa dos EUA
Governo brasileiro reage a tarifas dos EUA com medidas de reciprocidade
O governo brasileiro, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou sua insatisfação em relação à decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A nota oficial, divulgada na quarta-feira (15 de julho de 2026), descreve a medida como um “marco lastimável” nas relações bilaterais e anuncia a intenção de adotar ações previstas na Lei de Reciprocidade, além de recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC).
No comunicado, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência destaca que não há justificativas plausíveis para a decisão dos EUA e contesta a investigação realizada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que fundamentou a aplicação das tarifas. O governo brasileiro apresentou argumentos para refutar as acusações de práticas desleais de comércio.
A nota menciona que os Estados Unidos levantaram questões sobre o sistema de pagamentos instantâneos conhecido como Pix, a regulação de plataformas digitais, políticas ambientais, propriedade intelectual e o acesso ao mercado de etanol. O governo brasileiro considera as alegações infundadas e defende que o Pix é uma infraestrutura pública digital benéfica para a população.
Além disso, o governo ressalta que o Brasil tem trabalhado para reduzir o desmatamento em seus biomas desde 2023, contestando as acusações de que suas políticas ambientais são inadequadas. Em relação à balança comercial, o documento aponta que, nos últimos 15 anos, os EUA acumularam um superávit de US$ 424,5 bilhões em bens e serviços com o Brasil, e que a maioria das importações dos EUA entra no país sem tarifas.
Por fim, o governo brasileiro anunciou que utilizará o Plano Brasil Soberano para proteger os setores impactados pelas tarifas e continuará a buscar novos mercados para os produtos nacionais. A nota conclui que o Brasil tomará as medidas necessárias no âmbito da OMC para resolver a questão das tarifas impostas pelos EUA.
