Pesquisa revela que eleitorado apoia mais Lula do que Flávio Bolsonaro, e tarifaço pode impulsionar reeleição do presidente
Mais da metade dos eleitores apoia Lula em relação a Flávio Bolsonaro sobre tarifas dos EUA.
Uma recente pesquisa revela que a maioria do eleitorado brasileiro está ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente em relação à atribuição de responsabilidades ao senador Flávio Bolsonaro sobre o pedido de tarifas comerciais aos Estados Unidos.
O levantamento, divulgado após o anúncio das tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, indica que a sanção pode influenciar positivamente na reeleição de Lula, criando um cenário desfavorável para Flávio Bolsonaro.
De acordo com os dados, 51% dos entrevistados concordam com a avaliação de Lula de que Flávio intercedeu junto a Trump pelas sanções. Em contrapartida, 30% apoiam a afirmação de Flávio de que pediu para o presidente americano não retaliar o Brasil. Um percentual de 19% não soube ou não respondeu à questão.
Comparando com o mês anterior, a diferença de avaliação entre os dois cresceu de 12 para 19 pontos percentuais, mostrando um aumento significativo no apoio a Lula.
Além disso, 49% dos participantes acreditam que as tarifas são uma retaliação dos Estados Unidos ao sistema de pagamentos Pix, que é visto como uma ameaça às bandeiras de cartões de crédito dos EUA. Por outro lado, 33% concordam com a visão de Flávio de que as sanções são uma resposta às críticas de Lula ao país.
O impacto do tarifaço na intenção de voto também foi notado. Para 42% dos entrevistados, a medida aumentou a disposição de votar em Lula, enquanto 27% sentem mais vontade de apoiar Flávio Bolsonaro. O número de eleitores que pretendem votar em outros candidatos se manteve em 23%.
Em relação ao conhecimento sobre a viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA, 43% dos entrevistados estavam cientes, mas 58% acreditam que ele não tem influência suficiente para mudar a decisão de Trump sobre as tarifas.
A pesquisa também revelou que 62% dos entrevistados sabiam das tarifas aplicadas pelos EUA, um aumento significativo em relação ao mês anterior, quando apenas 48% tinham conhecimento. A percepção de que as sanções prejudicarão a vida pessoal e familiar foi compartilhada por 63% dos participantes.
Metodologia
O estudo foi realizado com 2.004 eleitores entrevistados presencialmente entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com um índice de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral.
