Nunes Marques anula vídeo que liga Flávio Bolsonaro ao PCC

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Ministro do TSE ordena remoção de conteúdo que associa Flávio Bolsonaro a facção criminosa

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, determinou a remoção de um vídeo e uma postagem do influenciador Thiago dos Reis, do canal Plantão Brasil. O conteúdo sugeria uma ligação entre Flávio Bolsonaro e a facção criminosa PCC.

O ministro analisou que as investigações atuais sobre a produtora do filme “Dark Horse” não sustentam a associação entre o grupo criminoso e o senador, que é pré-candidato à Presidência da República. A decisão foi tomada em resposta a uma postagem e vídeo publicados em 26 de junho, que afirmavam que a Polícia Federal havia descoberto ligações de membros da família Bolsonaro com o PCC.

O vídeo, que possui mais de 2 milhões de inscritos no YouTube, mencionava investigações da Polícia Civil de São Paulo envolvendo a produtora Go Up, responsável pelo filme “Dark Horse”, biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A defesa de Flávio Bolsonaro alegou que o vídeo contém desinformação e que não existem indícios formais que o vinculem a crimes como lavagem de dinheiro ou associação com organizações criminosas.

Nunes Marques vê desinformação

O ministro do TSE afirmou que o conteúdo do canal Plantão Brasil não se limita a uma crítica política, mas busca comunicar ao público a prática de crimes não comprovados. Ele destacou que o material dissemina informações “notoriamente inverídicas ou descontextualizadas”, com potencial de prejudicar a integridade do processo eleitoral.

Nunes Marques ressaltou que, em apenas cinco dias, o vídeo alcançou um grande número de visualizações, evidenciando o risco de induzir o eleitorado ao erro durante um período sensível de pré-campanha.

O ministro determinou que os vídeos e a postagem fossem removidos em até 24 horas. O PL, partido de Flávio Bolsonaro, declarou que a decisão é parte de uma ofensiva jurídica contra conteúdos considerados falsos ou manipulados que envolvem o pré-candidato.

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