Flávio desmente foto com suposto sicário e afirma que imagem foi gerada por inteligência artificial
Flávio Bolsonaro nega relação com foto manipulada ao lado de Sicário durante live.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou, em uma live, sobre uma foto que circula na internet, onde aparece ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”. Ele afirmou que a imagem foi alterada com o uso de inteligência artificial.
Durante o evento de lançamento do programa Brasil por Elas, voltado para políticas públicas para mulheres, o pré-candidato à Presidência disse que a foto foi manipulada e criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por sua suposta falta de entendimento sobre novas tecnologias.
Flávio comentou: “É um presidente da República que acha que a inteligência artificial só serve para manipular vídeos e fotos. A foto que manipularam recentemente, onde eu estava, é um exemplo claro disso.” Ele mencionou um detalhe peculiar da imagem, referindo-se ao dedo mindinho de Mourão, que segundo ele, foi mal editado.
A imagem em questão foi divulgada por um portal de notícias e submetida a ferramentas de detecção de manipulação digital. A análise não encontrou indícios de que a foto fosse uma criação artificial. O registro foi supostamente feito em 2022, em um hotel no Rio de Janeiro, mas o contexto permanece indefinido.
A assessoria de Flávio Bolsonaro emitiu uma nota antes da live, afirmando que ele “nunca viu” Mourão e que não reconhece a pessoa na imagem. O comunicado também sugeriu a possibilidade de que a fotografia tenha sido gerada por inteligência artificial.
Em sua declaração, a assessoria enfatizou que, como figura pública, Flávio recebe muitos pedidos para fotos e que é impossível ele conhecer todos que se aproximam. Além disso, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, foi identificado pela Polícia Federal como parte de uma milícia privada ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, preso em março de 2026.
Mourão foi descrito como coordenador de um grupo de intimidação, e sua prisão ocorreu durante uma operação que investigava atividades ilícitas. As evidências contra ele incluem conversas que sugerem ameaças a jornalistas e outras pessoas. Ele recebia um pagamento significativo por seus serviços, que incluíam monitoramento e coleta de informações sigilosas.
O termo “sicário”, que tem raízes no latim, é associado a assassinos de aluguel, especialmente em contextos de violência organizada. A notoriedade do termo aumentou com a representação de matadores de aluguel em filmes e reportagens sobre o crime organizado.