André Mendonça será o relator da queixa-crime de Caiado contra Boulos no STF

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André Mendonça será o relator da queixa-crime de Caiado contra Boulos no STF.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, foi designado como relator da queixa-crime apresentada pelo ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, contra o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos. Caiado acusa Boulos de calúnia, difamação e injúria.

A queixa-crime foi protocolada na terça-feira e distribuída ao relator. A escolha de Mendonça não implica uma decisão do STF sobre o conteúdo das acusações, que ainda está sob análise.

O foco da ação é um vídeo divulgado por Boulos em suas redes sociais no dia 12 de maio. Na gravação, o ministro faz uma ligação entre contratos do governo de Goiás com a Fundação Pró-Cerrado e uma investigação sobre um alegado esquema de lavagem de dinheiro.

Boulos afirmou que “Ronaldo Caiado e os bolsonaristas adoram dizer que são linha-dura no combate ao crime organizado”, mas destacou que o ex-governador está envolvido em um escândalo relacionado ao crime organizado em Goiás. Ele mencionou a prisão do dono de uma fundação, que teria lavado dinheiro para o crime, e um contrato de R$ 141 milhões com o governo de Caiado.

No vídeo, Boulos também fez referência a uma reportagem que vincula o governo Caiado ao caso. Em maio, o empresário Adair Meira foi detido em Goiânia, suspeito de utilizar empresas para lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Na ação judicial, Caiado argumenta que a investigação mencionada por Boulos se refere a atividades privadas de membros da fundação e não está relacionada aos contratos estabelecidos com o Estado de Goiás.

A defesa de Caiado ressalta que não há qualquer acusação contra ele no caso e critica Boulos por construir uma “narrativa falsa”, sugerindo que o ex-governador estaria envolvido ou conivente com a lavagem de dinheiro.

A petição da defesa afirma que a narrativa criada por Boulos é fruto de desonestidade deliberada, que distorce uma investigação que não envolve Caiado, com o intuito de prejudicar sua honra e reputação em um momento pré-eleitoral.

Os advogados de Caiado destacam que as declarações de Boulos têm um impacto maior devido à sua posição como ministro, que facilita a interlocução do governo federal com movimentos sociais.

Em resposta, Boulos declarou em uma postagem que Caiado está “brigando com os fatos” e sugeriu que o ex-governador também deveria processar os meios de comunicação que noticiaram o caso, assim como a Polícia Civil de São Paulo, que conduziu a operação.

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