Pesquisadores revelam que princesas do antigo Egito utilizavam armas há 4.000 anos

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Estudo revela que princesas do Antigo Egito eram habilidosas com armas e participavam de atividades físicas intensas.

Arqueólogos, por muito tempo, acreditaram que as armas encontradas em túmulos de princesas egípcias eram meros símbolos de status. No entanto, novas evidências sugerem que essas mulheres não apenas possuíam armas, mas também as utilizavam ativamente em atividades físicas exigentes.

A pesquisa analisou os restos mortais de seis membros da realeza do Reino Médio do Egito, que viveram entre 1850 e 1700 a.C. As múmias, descobertas no complexo funerário de Dahshur no século XIX, foram reencontradas no Museu Egípcio durante um projeto de catalogação em 2020, após décadas de desaparecimento.

Entre os indivíduos estudados, estavam quatro irmãs, filhas do faraó Amenemhat II: as princesas Ita, Khenmet, Itaweret e uma quarta mulher, possivelmente Sathathormeryt. Seus túmulos continham arcos, flechas, maças e um punhal elaborado, itens geralmente associados a guerreiros masculinos.

A análise dos ossos dessas princesas revelou marcas de inserção muscular bem desenvolvidas nos braços e ombros, indicando que elas realizavam movimentos repetitivos e intensos, típicos do uso de arcos e outras armas.

A princesa Ita, que morreu entre 28 e 34 anos, apresentava uma musculatura superior robusta, sugerindo o uso frequente de punhais ou maças. Itaweret, com idade entre 20 e 34 anos, tinha fraturas cicatrizadas nas costelas e pés, além de características ósseas que indicam experiência como arqueira. Khenmet mostrava fortes inserções ligamentares, embora já apresentasse sinais de perda de massa óssea.

Os cientistas também encontraram evidências de lesões que provavelmente ocorreram durante atividades físicas intensas, como quedas e impactos. O fato de essas fraturas terem cicatrizado corretamente indica que as princesas tinham acesso a cuidados médicos avançados para a época.

Além disso, algumas irmãs apresentavam alterações raras na coluna vertebral, sugerindo um alto grau de parentesco entre seus pais, prática comum entre famílias reais do Antigo Egito.

Embora os crânios das princesas tenham sido perdidos no início do século XX, limitando algumas análises, a pesquisa oferece uma nova perspectiva sobre o papel ativo das mulheres da realeza egípcia na sociedade antiga.

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